segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Versão 08.02.2010 de 14.12.2008

As palavras não conseguiam se organizar na sua mente pra formar frases que valessem a pena serem lidas, que contassem histórias atraentes, que construíssem personagens interessantes. As palavras estavam lá, mas não sabiam mais se combinar. Agiam como os lados incompatíveis de um imã que se afastam um do outro naturalmente. As palavras estavam ali para contar, mas elas não sabiam por onde começar. Sua cabeça as embaralhou como num jogo de cartas e não soube mais desfazer o caos que provocou. Passou o dia entre inícios infecundos e finais previsíveis; numa ânsia de dizer, não soube escolher o que. Passou o dia, virou a noite, entrou na madrugada e nada. Nenhuma palavra. Nem o silêncio o ajudava. Ia dormir inconformado. Estava certo, ia calar por tempo indeterminado.

 

* Imagem de arquivo pessoal.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

15.04.2007

Tomar banho de chuva.
Refrescar.
Nadar na lama.
Resfriar.
Pular nas poças.
Se lavar.
Tem vezes que faz tempestade aqui dentro.
Tem vezes que é garoa.
Tem dias de sol.
Tenho dias bem sozinho.




* Imagem de arquivo pessoal. Foto de G.R.