domingo, 6 de junho de 2010

De porta aberta e casa vazia*

O azul no branco, não lia.
Escrevia mas não lia.
As palavras, mal escolhia.
Pratos na pia, não via.
A porta aberta, a casa vazia.
Na lembrança, nenhuma alegria.
Dobrava o branco com azul.
Tremia.
Segurando a mala,
o braço doía.
Na pressa, corria.
Da porta olhava a mesa.
Da carta, já se arrependia.
Na porta, chorava e sorria.
Se ia. De lá corria.
Fugia...

* Versão 06-07.06.2010 de 01.05.2004.

3 comentários:

Roberto Borati disse...

é bom achar coisas antigas e refazer, fica tudo bem bonito.

gostei, meu caro.

Ana Paula Donate. disse...

Reiiiiii belo vizinho! Mudou o perfume?
Adorei ... =*

Ana Agarriberri disse...

Perfeito. Não sei fazer isso muito bem, e essas tuas palavras rimadas e colocadas onde estão, foi o que fez o post um dos mais bonitos.

P.S. A propósito, o post anterior também, igualmente perfeito e belo.

Parabéns. Boa semana. :)