quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

26.12.2011 incompleto

O melhor que posso fazer é escrever que cada linha mudou o que sou desde o começo e até o ponto final tudo que foi dito será está sendo o meu mais precioso sentimento...

21.10.2011

Sabedoria para lidar com o que sou, para melhorar.
Força para caminhar sem me perder, ou não voltar.
Alegria para levantar mesmo com dor, e não parar.

domingo, 25 de dezembro de 2011

24.12.2011

Não sei o que me deu de ontem pra hoje, só sei que não foi sono!

08.11.2011

Não é porque você abriu os olhos que parou de sonhar, tão pouco porque você os fechou que morreu!

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

12 e 13.09.2011

Meu Deus, como às vezes me falta sensibilidade para perceber o outro. Quantas vezes não disse ou fiz algo de extremo impacto na vida de alguém, que mudou completamente sua impressão a respeito das minhas sinceras intenções. Palavras e ações cuja força jamais terei noção. Lágrimas, dor, decepções incalculadas e, paralelamente, de tão fácil resolução, se abertamente conversadas! O mesmo se dá inversamente; quanto engano não levo comigo acerca dos outros? Que exercício difícil esse de não julgar, de não se precipitar na raiva, na ansiedade, no medo ou no prazer. Que tarefa mais delicada e indispensável a de se colocar no lugar do outro, respeitando as virtudes e fraquezas alheias, como se fossem minhas, porque, bem ou mal, elas também cabem e residem em meu peito.

domingo, 18 de dezembro de 2011

15.08.2011

Foi preciso fazer muito silêncio antes de te dizer tudo isso.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

19.06.2011

Quando eu escrevia palavra de doer

domingo, 11 de dezembro de 2011

Trecho de 11.12.2011

A culpa não é da vida que não é nada mais do que um dia atrás do outro, a culpa é minha é sua é da mãe é do pai, do filho e do espírito santo... Meu Deus, me diz que a vida tem jeito que não seja somente esse o do erro, da culpa, do sofrimento, da mágoa, do sentimento reprimido, dos sonhos despedaçados... Meu Deus, me diz. Porque quando eu digo parece mentira.

sábado, 10 de dezembro de 2011

Trecho de 17.08.99

Mas hoje eu acordei com a palavra saudade no pensamento, com a sensação de que sentirei saudades em breve...

18.05.2011

A noite se mexe muito dentro da gente, até que amanhece!

23.01.2010

Ele agora falava de amor. Agora estava feliz por compreender certas coisas por um ângulo otimista e positivo. Havia esperança em seu peito, não de que algo bom e óbvio como encontrar alguém para viver junto estivesse prestes a acontecer, mas esperança de que o que está por vir é bom, é iluminado, é alegre... Ele passara a ver amor em tudo, até no que aparentemente pudesse fazê-lo chorar. Sabia que ainda sentiria dor, mas tinha uma certeza de que estava mais forte para aguentar. Ele não falava de amor somente, ele sentia amor rodeando-o. Ele sentia-se amado não exatamente porque ele sabia quem o amava, mas por algo invisível, que ele podia até chamar de Deus, mas que se ainda assim não fosse esse o nome, estava ali com ele, não ao lado, mas dentro!

domingo, 4 de dezembro de 2011

07.06.2011

Seguir, meu deus, ir sempre em frente, nessa dança de dormir tarde e acordar cedo... Um bailado às vezes tão sofrido, às vezes inesquecível. Porque no meio desse salão chamado vida o único par que nunca me deixou foi a solidão.

domingo, 27 de novembro de 2011

16.06.2011

Meu verbo é como cachaça: eu colho as palavras aqui dentro, para moer seus sentidos. Depois fermento em oração a dor ou alegria do momento, destilo no papel e deixo amarelar. Passado o tempo, leio com calma, degustando cada palavra, lembrando... Se der ressaca, não presta!

Série "Ó Céus!" - 8/8*

Imagem de arquivo pessoal. Maceió/AL.
 
* Maio/2011.

domingo, 13 de novembro de 2011

24.09.2011

Pisando firme os pés no chão ceguei com a poeira de dúvidas levantadas. E tropecei nos escombros de certezas inabaláveis.

Série "Ó Céus!" - 7/8*

Imagem de arquivo pessoal. Porto de Maceió/AL




* Maio/2010.

domingo, 6 de novembro de 2011

Versão 06.11.2011 de 17.10.2011

Os riscos tem assombrado apenas na medida exata de gerar confiança para um passo à frente mais firme.


(Os riscos tem assombrado desmedidamente, tanto quanto podem, tanto que a confiança tem se mantido sempre firme... Logo atrás de mim, como quem diz "vá indo que eu espero aqui!") - 26.03.2014.

Série "Ó Céus!" - 6/8*

Imagem de arquivo pessoal. Maceió/AL.


  * Março/2010.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Série "Ó Céus!" - 5/8*

Imagem de arquivo pessoal. Maceió/AL


 * Janeiro/2007.

domingo, 30 de outubro de 2011

22.11.2010

Façamos então esse acordo. O de nos afastarmos disfarçadamente, como se a vida estivesse fazendo com a gente o que faz com todos desatentos, levando para longe sem que se perceba. Mas não, nossos pensamentos estarão sempre ligados, pelo o que ainda não houve. Pelo o que queremos tanto que ainda haja. E como num jogo em que tudo parece estar perdido, de repente teremos os dados ao nosso favor. Será como uma viagem para nos alimentarmos de outras experiências, antes de nos alimentarmos um do outro. Será como um combinado silencioso. Eu te amo. Você me ama. Mas agora não é hora. É como se nesse descuido, entrássemos num longo parênteses que pode se fechar a qualquer momento, para então seguirmos novamente juntos sem empecilho algum, na mesma oração.


(Com calma, com graça, sem drama, de boa, tranquilo... Mas que tolice! O que não houve pode haver a qualquer momento e, não tem muito a ver com amor. Não com esse que digo. O reencontro só tem chance entre parênteses, não necessariamente juntos na mesma oração) - 14.06.2012.

Série "Ó Céus!" - 4/8*

Imagem de arquivo pessoal. Maceió/AL.


 * Maio/2010.

domingo, 23 de outubro de 2011

Série "Ó Céus!" - 3/8*

Imagem de arquivo pessoal. Maceió/AL.

 * Maio/2010.

Versão 23.10.2011 de 22.09.2010

Ele pediu licença quase calado, a palavra meio arranhada, partida, e se retirou para chorar no banheiro - meio ridículo - se olhando no espelho, vendo todas as lágrimas juntarem-se no gradeado ocular e se jogarem despenhadeiro abaixo por toda urgência, toda pressa e pressão dos últimos dias. Por toda aquela nova condição fruto de uma escolha precipitada quase imposta. Chorou encostado na parede, silencioso com medo que ouvissem seus soluços e reconhecessem sua fraqueza, sua incapacidade de dar conta daquilo tudo; por não querer dar conta daquilo tudo. Chorou toda angústia de não querer ou não saber estar mais ali. Ali, naquele banheiro de teto baixo e mal iluminado, o tempo parou e ouviu sua dor e solidão, sua tristeza e desânimo. Ali o tempo deu-lhe tempo para sentir o que toda urgência não lhe permitia e, o tempo secou suas lágrimas, acalmou sua respiração, lavou seu rosto e abriu a porta para ele voltar a correr, diariamente, para longe de si mesmo. Mas algo entre as lágrimas marcadas no rosto e a água da torneira quando misturadas, acendeu nele as pedras de um caminho novo, diferente desse que só lhe apontava angústia e desgaste. Acendeu-se a certeza de que o tempo ainda podia lhe ajudar a se encontrar.

domingo, 16 de outubro de 2011

16.03.2011

O que ando fazendo que mesmo sentido o peso das consequências não paro de insistir no caminho tortuoso?

Série "Ó Céus!" - 2/8*

Imagem de arquivo pessoal. Maceió/AL.


* Abril/2010.

domingo, 9 de outubro de 2011

Série "Ó Céus!" - 1/8*

Imagem de arquivo pessoal.

 * Agosto/2010.

04.10.2011

Quem acorda mais cedo do que eu nessa cidade quente,
nesse setembro tão urgente
que outubro já se acabou praticamente?

domingo, 2 de outubro de 2011

Versão 02.10.2011 de 15.02.2011

Escreva, eu digo a ela. Quem sabe assim você melhora. E ela pergunta o que, o que escrever. Tudo, qualquer coisa, um pensamento, um sonho, um fato, um desejo, um desabafo, até desenhe se quiser... Tome esse caderno de uso pessoal e intransferível. Não é pra mim nem pra ninguém que te peço isso. É por você, é uma forma que encontrei, que imagino sirva para conduzir tanta tristeza para outro lugar bem longe de si... Pode dar errado, pode não levar para lugar algum... Mas pode te levar para onde você mais precisa - para si mesma! Vá, escreva, tente, se esforce... Será o seu segredo!

domingo, 25 de setembro de 2011

Série "Caminhos das Águas" - 5/5*

Imagem de arquivo pessoal. Rio São Francisco, na cidade de Piranhas/AL.

* Janeiro/2007.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Série "Caminhos das Águas" - 4/5*


Praia de Maracaípe, no município de Ipojuca/PE (2010). Imagem de arquivo pessoal.

* Março/2010.

domingo, 18 de setembro de 2011

23.08.2011

Para tosse de tossir que minha garganta arranhada já não consegue cantar sem pular de faixa.

Série "Caminhos das Águas" - 3/5*

Vila de Pescadores de São Miguel dos Milagres/AL. Imagem de arquivo pessoal.

* Março/2010.

domingo, 11 de setembro de 2011

Série "Caminhos das Águas" - 2/5*

Praia de Ipioca, em Maceió/AL. Imagem de arquivo pessoal.

* Fevereiro/2007.

Versão 11.09.2011 de 30.08.2011

De madrugada a madrugada, 
quase todas de insônia mal aproveitada, 
ergui um sonho... 
Assim meio desmantelado, 
retalhado,
de um desejo bom e puro,
em meio a tanto pensamento sujo...
Foi amanhecendo que virou realidade.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Série "Caminhos das Águas" - 1/5*

Lagoa Manguaba, no município de Marechal Deodoro/AL. Imagem de arquivo pessoal.

* Fevereiro/2007.


(Uma amizade me levou para ver as águas mais lindas que nos cercam e desde então nunca me sequei dessas lembranças. Desde então aprendi o que é porto seguro) - 08.09.2013 

domingo, 4 de setembro de 2011

27.03.2011

Sensação de vazio de palavras.


(Tão recorrente que na tentativa desesperada de dizer algo, não são poucos os dias, que só me saem palavras vazias) - 12.09.2012

04.09.2011

Como aumentar o volume dos meus pensamentos que nem eu próprio ouço? Nesses momentos de aparente silêncio absoluto, sinto vestígios de desejos escondidos! Parece que guardo segredos até de mim mesmo...

domingo, 28 de agosto de 2011

18.04.2011

Isso não fui eu quem escreveu.
É que para isso sou muito frio.
Isso não é meu, amor.
Que não consigo falar do fundo,
do escondido, do invisível.
É que sou muito frio.
Isso é de outro, amor.
Isso é de outro amor.

domingo, 21 de agosto de 2011

16.01.2011

Hoje não tem nenhuma palavra a ser dita. Nem rima. Nem nada. Hoje é dia de vazio. Dia de cansaço, de marasmo, embora sábado. Hoje é dia parado. Hoje fico devendo alegria desse papel. A caneta falhou, secou.

domingo, 14 de agosto de 2011

07.08.1999

Espaço não é desculpa. Desculpa! Um suspiro para uma palavra. Poderia acabar agora...









Mas quero ir até o fim da página.

23.02.2011

Tudo no lugar errado.
Tanto para organizar.
Nada o que fazer.
Falta amor.
Falta "você".
E eu jogando com palavras.
Segurando o choro.
Inventando graça.
Falta tudo.
Sobra "isso".
Não durarei muito.
Não farei falta.
Não causarei dor.
Não deixarei sorriso.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

04.11.2010

Já é tarde, eu sei, e apesar do cansaço, me comprometo a acordar cedo amanhã, mais disposto do que hoje a fingir com mais convicção e a me enganar acreditando ter chegado a algum lugar que me faz feliz. Prometo olhar pra o dia de amanhã menos angustiado com as escolhas que me trouxeram até aqui e a me contentar em ser tão pouco...

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Versão 03.08.2011 de um dia em 1998

Eu leio versos na mente podre.

domingo, 31 de julho de 2011

25.07.2011

É impressão minha ou estamos às vésperas de um tempo em que não se pode deixar uma conversa com amigos sem a dúvida de não vê-los mais depois dali?

23.02.2011

A palavra engasgou bem aqui.
Não consegui nem cuspir.
Entalei, lágrima escorreu.
Morri.

domingo, 24 de julho de 2011

06 e 07.06.2011

Ele caminhou em direção ao fim da rua, à esquina de onde já não podia ser visto. Eu o acompanhei do portão, com o olhar, até a esquina, até vê-lo sumir. E entre mim e a esquina havia suspensa sobre sua cabeça uma nuvem de tristeza cinza. Ele foi embora depois de tanta alegria. Eu fiquei com toda a alegria seca. Ele não. Ele se foi e eu fiquei olhando do portão. Virou a esquina e choveu.

26.06.2011

Meu Deus como sou fragmentado!!!!

10.01.2001

Não selecione. Ou pense ou escreva.
E antes que a palavra perca a validade,
Diga-a,
Pois dela só restará saudade.
Vamos, não espere que elas brilhem.
Todas terão o mesmo azul da caneta
E não trarão mais prestígio do que você já tem.
E você não tem nenhum.
Diga sem pudor, talvez com amor.
Afinal nunca se sabe de onde virá o próximo beijo.
Nem se virá.
Não brigue por rima. Não há beleza maior
Do que desafinar o poema com um verso branco.
Branco gelo. Arranhado. Sofrido. Quebrado.
Vamos, não desista desse texto que só quer
Dizer pra você o que você não diz a ninguém.
E que ninguém te ouça.
Porque não era isso que você queria escrever.
Eu não disse?

domingo, 17 de julho de 2011

03.04.2011

Você me lava a alma.
Você me leva a alma.

domingo, 10 de julho de 2011

Entre fev. e jun. de 1998

Tenho medo de falar que não sou feliz. Talvez eu seja.

21.07.2011

 


A mulher-macaco era apaixonada pelo maquinista da roda gigante, mas a rumbeira já havia roubado seu coração. A monga não suportou tal decepção e os trancou no trem fantasma. Depois de cinco voltas, bateu o arrependimento. Ele, atormentado, correu pra fora do parque. A rumbeira nunca mais dançou. E a mulher-macaco, desolada, morreu com overdose de maçã-do-amor.

domingo, 3 de julho de 2011

Versão 03.07.2011 de 20.04.2011

No calor da emoção
Queimou palavra
Cinzou poesia

domingo, 26 de junho de 2011

Um dia em 1999

A vida é um circo, mas não se empolgue. Você não é o único palhaço!

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Versão 22.06.2011 de 12.07.2010

Calma, ninguém ficará sabendo. Vamos enganar a todos, eu te digo assim, bem baixinho, quase inaudível. E assim preservo seu sono. Não tenha receio do que está sentindo, pois o medo e a culpa não são privilégios seus. Mas o que há de se fazer depois do crime cometido? 

Calma, será tão bom carregar esse crime com a gente. Por hora apenas durma que essa noite é nossa e sem ameaças, que estamos sós agora. Ninguém suspeitará de absolutamente nada, nem sequer dessa crise de consciência que certamente sentiremos nos dias em que as vítimas dessa trama nos olharem mais carinhosas que de costume e declararem seu amor por nós. 

Calma, que será até divertido pensar em todas as mentiras e acreditar nelas.  Combinar os detalhes entre beijos e abraços sorrateiros. Será tão instigante seguirmos cúmplices e insuspeitos, para então só lá na frente, anos depois, quando talvez apenas um de nós estiver ainda aqui, tudo vir à tona, como num passe de mágica, e nos olharem pasmos, revoltados e indignados. E nos perguntarão por que. E nos amaldiçoarão. E nos dirão vis, sem caráter, falsos, perversos. E aquele que ainda estiver por aqui só saberá dizer que não se via outro caminho, que não havia outra escolha menos dolorosa, que tudo aconteceu tão naturalmente e sem aviso prévio, sendo justamente por isso tão envolvente e tentador, que a opção pela mentira fora a única maneira de garantir a paz de todos. Isso, a fim de manter as coisas nos seus devidos lugares, de não romper com a ordem estabelecida ou fazer sangrar o coração de quem tanto amamos, é que escolhemos o subterrâneo mundo do fingimento e da dissimulação. Porque não há outra versão para os fatos, senão essa. 

Calma, que depois disso virá o alívio e alguém há de ouvir aquele que ainda estiver por aqui e o compreenderá. E só então será possível iluminar sem medo a nossa história, já finda e amarelada.

domingo, 19 de junho de 2011

Versão 19.06.2011 de 24.11.2009

(...)
Tem vezes que as palavras não dão conta
Tem vezes que apenas uma basta.

Selo

 
Quero dedicar esse selo que ganhei da querida Cris, lá do Meu Olhar Caleidoscópio, para alguns espaços que acho tão bacanas. Pela regrinha eu teria que indicar para 12 blogs, mas eu não vou fazer isso não. Não por ruindade, é que, sei lá... Vou indicar só para esses daí de baixo mesmo:

1. De mim, quase nada
2. Noventa e Dois
3. Parole
4. Pura Loucura
5. a velha novidade
6. Calandra Intocável
7. À beira do mar aberto
8. Rudimentarium
9. Fermata breve

abraçosproces!!!

quarta-feira, 15 de junho de 2011

12.08.2000

É, eu queria realmente não gostar tanto assim de você, para poder acreditar de verdade que se alguém perdeu alguma coisa, esse alguém foi você, não eu.

domingo, 12 de junho de 2011

Versão 18.06.2011 de 12.06.2011


Não raras vezes eu sou a fotocópia, e não o original.

Versão 12.06.2011 de 11.05.2011

Impossível fingir indiferença
se quando você me vira as costas
O sangue logo sobe à cabeça.

domingo, 5 de junho de 2011

16.10.2010

Hoje não escreverei pra te fazer feliz.
Não massagearei seu ego com tudo isso
que nunca te digo
mas que guardo aqui comigo
Hoje não vou escrever pra falar de você.
Hoje não falo nada
Hoje não deixo registrada essa dor
de não te ter
Hoje falo de mim
Hoje digo apenas
nada.

domingo, 29 de maio de 2011

05.04.2011

Esperando passar a palavra certa para encaixar na frase incompleta presa na cabeça.

Versão 29.05.2011 de 06.04.2009

E o que foi uma desmedida paixão é hoje uma sólida amizade. E eu pensava que a gente se afastaria até nos tornarmos ilustres desconhecidos. Mas existe algo entre nós que impediu isso de acontecer, que foi maior, que nos mostrou outros valores e nos guiou para o que éramos no início - apenas bons amigos. Porque com a passagem do tempo sobrevive apenas o que de fato é genuíno, verdadeiro, sincero. Mesmo com toda a raiva que eu senti, com toda decepção, dor, tesão renegado, no final das contas o que sobrou foi o que nunca deixou de existir: o desejo recíproco de estarmos sempre bem!

domingo, 22 de maio de 2011

12.04.2011

No reverso da sua poesia
que rima minha pele branca,
aperto sua métrica
em minha desarrumada cama;
E no seu colo prosa noite toda,
pra acordar enredo no céu da tua boca.

Outro trecho de 15-16.11.2010

[...] Mas nem tudo está perdido, porque onde estou não é tão mal assim, até ganho dinheiro, até tenho amigos. E esses são tantos que me confundo sobre o que sinto, são tantos que até duvido. Antes de dormir escrevo um pouco. Criei esse hábito para não esquecer de mim, para me conhecer melhor. Sempre antes de dormir, escrevo ao menos uma frase que a princípio pode não significar muita coisa, mas dias depois revejo e me encontro naquela mesma frase. Nem sempre gosto, é que sou dado a rimas pobres. Tenho pensado em montar a minha árvore genealógica, interrogar meus pais e me descobrir nos outros, nos que nunca conheci. Descobri-los em mim. Tenho essa ânsia desde cedo, me conhecer, entender porque faço desse o meu caminho. Às vezes parece que faço questão de me perder, porque me dano pelos mais improváveis caminhos. Às vezes acredito que é fácil tomar as decisões, aquelas cruciais para pisar num solo mais firme, naquele campo verde onde crescem apenas frondosas árvores de consciência tranquila, mas quando se trata de mim, descubro que não é bem assim. Com os outros é mais fácil, até pareço experiente quando condeno um amigo ou mesmo desconhecido pelo erro cometido. [...]

domingo, 15 de maio de 2011

Fim de 08.02.2011

Queria poder alcançá-la para além do óbvio e dizer ou fazer algo que realmente a tocasse!

domingo, 8 de maio de 2011

O Ônibus - Texto Incidental*



ELE: Te vi chegar...
ELA: Te vi de longe.

(Riem. Olham-se).

ELE: O céu tá estrelado hoje...
ELA: Eu sou de virgem.
ELE: Tô quase terminando arquitetura. Mas tô devendo umas 3 matérias...
ELA: Eu não como carne.
ELE: Sabe que a maré vai tá baixa amanhã de manhã?
ELA: Eu tô tentando parar de fumar...

(Toca um merenge).

ELA: Adoro essa música!!!
(Conduz ele na dança)
ELE: Eu tenho labirintite...
ELA: Eu sou fã do Patrick Swayze!!!
ELE: É uma reta só daqui pra minha casa...
ELA: Não, e aquela cena que ele suspende ela no final... Linda!!
ELE: Tudo certo para amanhã?!
ELA: Certo o que?!
ELE: Você quer aprender a surfar?
ELA: Eu...
ELE: Eu te pego!
ELA: Eu tenho carro.
ELE: Eu te espero.
ELA: Eu vou!

* Versão 08.05.2011 de 15.01.2011.  
** Imagem de arquivo pessoal, por Peixinho.

domingo, 1 de maio de 2011

Versão 01.05.2011 de 02.04.2011

Você falou tão de perto que senti as palavras bem dentro da minha boca.

04.04.2009

Vem arte, se apossa de mim
me tira desse marasmo
me abre os olhos para o que importa
me toca com luz e cor e cena e dança
vem arte, me mostra quem sou.

Jogado em ociosidade não sou nada
vem arte e me sacode
me tira do eixo
e me mostra a que veio
a que vim.

Vem arte, preenche meu dia
transforma o real
me indica caminhos,
que eu vou.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

28.03.2011

E se houver isso de medo sob medida, desejo um pouco; não tanto quanto tenho, apenas um pouco, o suficiente para me mexer, avançar. Apenas um pouco para sair do lugar!

Dia ruim de pesca*

Nesse lago de frases feitas que é minha cabeça, hoje nenhuma palavra fisgou minhas ideias de rimas pobres.

* 16.04.2011.

domingo, 17 de abril de 2011

30.08.2009

Falo de quando o amor do outro acaba e o nosso sobra e, a gente simplesmente opta por seguir sem aquilo que o outro já não pode ou não quer nos dar; ao invés de relutar, de cobrar aquilo que já não nos pertence... Falo de consciência tranquila.

Sem data*

Não há mais sinal algum
lembrança nenhuma sobreviveu
ao tempo que não passa,
mas que nos leva pra longe
não dói, nem coça
nem fome, nem riso
nem nada
só isso,
nada demais
apenas amigos(?)

* Algum dia de 2005.

domingo, 10 de abril de 2011

Pedacinho de 08.12.2008

Aconteceu de pensar que talvez.
Aconteceu de querer outra vez.

25.03.2010

Trovejou bem em cima da minha casa, exatamente sobre meu quarto. Levantei e quando abri a porta pra ir trabalhar, o mundo não estava mais lá fora! Agradeci e voltei a dormir!

domingo, 3 de abril de 2011

Versão 03.04.2011 de 04.11.2010

Ele não lia. Não quando se tratava de Clarice. Quando era Clarice, ele dançava sobre a cama com o livro na mão, inventando um novo passo, sempre uma nova posição ao virar as páginas. Quando era Clarice ele apenas sentia, dançando cada palavra como se a cama fosse um palco. Parece até que Clarice escreveu para ele dançar!

domingo, 27 de março de 2011

04.12.2010

Vivo para me por em xeque!

quarta-feira, 23 de março de 2011

25.05.2010

Fazendo sentido, tudo pode ser dito. E se não fizer, a gente vai sentindo!

domingo, 20 de março de 2011

Vontade Alheia...*

O quanto ela é capaz de mudar a sua?

* 18.03.2011.

04.12.2010

Girei a chave na ignição
e mal o motor esquentou,
parti com meu rolo compressor
esmagando tudo.
As pedras e os espinhos
não obstruem mais a estrada.
Abri caminho
para quem vem depois.

domingo, 13 de março de 2011

Brincando com Adriana*

Pra ver você chegar
Pra ver
Pra chegar
Pra você
Planta, céu
Pra chegar no céu
Pra chegar no seu lugar
Pra ver você no seu lugar
Pra te ver no céu.

* 27.02.2010.

12.02.2011*

Sabonete não se aperta, senão escorrega.
Sabonete se segura com a mão meio aberta!

* Ou "Filosofia de Banheiro".

domingo, 6 de março de 2011

06.03.2011

Isso de não estar aqui no dia seguinte sem aviso prévio silencia qualquer um.
Isso de se ir pela mão dos outros com sangue escorrendo pelo corpo tira a calma de todo mundo.
Isso de deixar os outros sem saber como ou por que dificulta engolir o susto.
Isso de não ser mais tão de repente nos deixa a dúvida sobre o que de fato somos.
Isso de levar os outros de surpresa não é passeio nem agradável.
Isso não é despedida. Isso é assassinato.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

13.02.2011

Quem vive de prestígio é a Nestlé!

20.11.2010

Quanto mais penso nos outros tanto mais injusto consigo ser.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Trecho de 15-16.11.2010

Aprender me encanta e eu sofro no aprendizado, porque quando me deparo com a dificuldade, com as minhas limitações, perco o controle e dou dois passos para trás, como num jogo de tabuleiro. É preciso calma para rolar novamente os dados e tirar uma boa jogada. O silêncio tem sido meu mestre. Calar tem sido minha melhor resposta para minha ignorância. Quando calo percebo com mais facilidade onde estou errando, por que estou errando e, melhor ainda, relembro porque quero tanto acertar.

30.07.2000

A saudade é uma colcha de retalhos costurada com um pedaço de cada lençol que já nos aqueceu.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Apesar de Você...*

CENA V – O EXÍLIO**

(Passagem de tempo. Ele faz um trança no cabelo dela).

ERNESTO: E teve introduzido nas narinas, na boca, uma mangueira com água corrente, onde era obrigado a respirar toda vez que recebia uma descarga de choques elétricos.

GLÓRIA: Lembra-se do dia que tomei seus textos emprestados e os perdi? Pensei que você me mataria, mas não me matou.

ERNESTO: Ao chegar o interrogado à sala de investigações, foi mandado amarrar seus testículos, tendo sido arrastado pelo meio da sala e pendurado para cima, também pelos testículos.

GLÓRIA: Lembra-se da vez que te arrastei para praia e você disse que ia chover e choveu? Pensei que você ia dizer “eu não disse?”, mas você não falou.

ERNESTO: O interrogado sofreu espancamento com cassetete de alumínio nas nádegas, até deixá-lo naquele local em carne viva.

GLÓRIA: Lembra-se da vez em que me esqueci de avisar-lhe que a festa era a rigor e você apareceu de jeans? Pensei que você fosse me abandonar, mas você não me abandonou…

ERNESTO: E teve amarrado um terminal de magneto num dedo de seu pé e outro no pênis, onde recebeu descargas sucessivas a ponto de cair no chão.

GLÓRIA: É, houve uma porção de coisas que você não fez. Mas você me amou, me agüentou e me protegeu. Houve uma porção de coisas que eu gostaria de retribuir-lhe quando você voltasse do exílio, mas você não voltou.


* 2003.  Escrito em parceria com A. Danyelli.
** Nesta cena, o que é dito pelo personagem Ernesto foi extraído da obra Brasil: Nunca Mais, da Arquidiocese de São Paulo, 1985. E o que é dito pela personagem Glória refere-se a uma adaptação de autor desconhecido.

Série "Eu sou de circo" - 5/5*



* 27.01.2011.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

domingo, 6 de fevereiro de 2011

05.06.2010

Você me pede calma.
Você me perde calma.

Série "Eu sou de circo" - 3/5*



* 27.01.2011.

domingo, 30 de janeiro de 2011

27.11.2010

E naquela chuva toda caiu um raio grosso de luz que assustou o Rio Mundaú. E o rio correu assombrado por todo seu leito levando consigo casas, pontes, pessoas e animais.


* Cidade de Branquinha/AL, após enchente causada pelas chuvas em junho de 2010. Imagem capturada do site http://www.contrafcut.org.br/noticias.asp?CodNoticia=22531&CodSubItem=67. Até o presente momento nenhuma casa em nenhuma das cidades atingidas foi construída. As famílias continuam desabrigadas (sobre)vivendo em acampamentos sob condições precárias.

Série "Eu sou de circo" - 2/5*




* 27.01.2011.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Série "Eu sou de circo" - 1/5*

* Imagem de arquivo pessoal. 23.01.2011.

domingo, 16 de janeiro de 2011

Versão 16.01.2011 de 11.10.2010

Sensação de não estar vivo.
De não ter vivido sua vida.
Sensação de estar num lugar desconhecido.
Medo de estar no lugar errado...

domingo, 9 de janeiro de 2011

24.11.2009

Deixa assim
porque se dói agora
depois sorri.

Deixa assim
porque se foi embora
foi porque quis.


(Deixar o outro ir sempre fere o orgulho, mas se permitir à despedida sempre potencializa outros melhores encontros) - 30.09.2012

08 + 28.11.2010

Por mais que escreva, ainda não é exatamente isso que quero dizer! Mas ponho uma palavra após a outra na tentativa de.

domingo, 2 de janeiro de 2011

09.11.2010

Sou tão pouco que pra me dar todo sequer faço esforço, mas se te deixo contente já me acho suficiente.