domingo, 27 de fevereiro de 2011

13.02.2011

Quem vive de prestígio é a Nestlé!

20.11.2010

Quanto mais penso nos outros tanto mais injusto consigo ser.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Trecho de 15-16.11.2010

Aprender me encanta e eu sofro no aprendizado, porque quando me deparo com a dificuldade, com as minhas limitações, perco o controle e dou dois passos para trás, como num jogo de tabuleiro. É preciso calma para rolar novamente os dados e tirar uma boa jogada. O silêncio tem sido meu mestre. Calar tem sido minha melhor resposta para minha ignorância. Quando calo percebo com mais facilidade onde estou errando, por que estou errando e, melhor ainda, relembro porque quero tanto acertar.

30.07.2000

A saudade é uma colcha de retalhos costurada com um pedaço de cada lençol que já nos aqueceu.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Apesar de Você...*

CENA V – O EXÍLIO**

(Passagem de tempo. Ele faz um trança no cabelo dela).

ERNESTO: E teve introduzido nas narinas, na boca, uma mangueira com água corrente, onde era obrigado a respirar toda vez que recebia uma descarga de choques elétricos.

GLÓRIA: Lembra-se do dia que tomei seus textos emprestados e os perdi? Pensei que você me mataria, mas não me matou.

ERNESTO: Ao chegar o interrogado à sala de investigações, foi mandado amarrar seus testículos, tendo sido arrastado pelo meio da sala e pendurado para cima, também pelos testículos.

GLÓRIA: Lembra-se da vez que te arrastei para praia e você disse que ia chover e choveu? Pensei que você ia dizer “eu não disse?”, mas você não falou.

ERNESTO: O interrogado sofreu espancamento com cassetete de alumínio nas nádegas, até deixá-lo naquele local em carne viva.

GLÓRIA: Lembra-se da vez em que me esqueci de avisar-lhe que a festa era a rigor e você apareceu de jeans? Pensei que você fosse me abandonar, mas você não me abandonou…

ERNESTO: E teve amarrado um terminal de magneto num dedo de seu pé e outro no pênis, onde recebeu descargas sucessivas a ponto de cair no chão.

GLÓRIA: É, houve uma porção de coisas que você não fez. Mas você me amou, me agüentou e me protegeu. Houve uma porção de coisas que eu gostaria de retribuir-lhe quando você voltasse do exílio, mas você não voltou.


* 2003.  Escrito em parceria com A. Danyelli.
** Nesta cena, o que é dito pelo personagem Ernesto foi extraído da obra Brasil: Nunca Mais, da Arquidiocese de São Paulo, 1985. E o que é dito pela personagem Glória refere-se a uma adaptação de autor desconhecido.

Série "Eu sou de circo" - 5/5*



* 27.01.2011.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

domingo, 6 de fevereiro de 2011

05.06.2010

Você me pede calma.
Você me perde calma.

Série "Eu sou de circo" - 3/5*



* 27.01.2011.