domingo, 26 de junho de 2011

Um dia em 1999

A vida é um circo, mas não se empolgue. Você não é o único palhaço!

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Versão 22.06.2011 de 12.07.2010

Calma, ninguém ficará sabendo. Vamos enganar a todos, eu te digo assim, bem baixinho, quase inaudível. E assim preservo seu sono. Não tenha receio do que está sentindo, pois o medo e a culpa não são privilégios seus. Mas o que há de se fazer depois do crime cometido? 

Calma, será tão bom carregar esse crime com a gente. Por hora apenas durma que essa noite é nossa e sem ameaças, que estamos sós agora. Ninguém suspeitará de absolutamente nada, nem sequer dessa crise de consciência que certamente sentiremos nos dias em que as vítimas dessa trama nos olharem mais carinhosas que de costume e declararem seu amor por nós. 

Calma, que será até divertido pensar em todas as mentiras e acreditar nelas.  Combinar os detalhes entre beijos e abraços sorrateiros. Será tão instigante seguirmos cúmplices e insuspeitos, para então só lá na frente, anos depois, quando talvez apenas um de nós estiver ainda aqui, tudo vir à tona, como num passe de mágica, e nos olharem pasmos, revoltados e indignados. E nos perguntarão por que. E nos amaldiçoarão. E nos dirão vis, sem caráter, falsos, perversos. E aquele que ainda estiver por aqui só saberá dizer que não se via outro caminho, que não havia outra escolha menos dolorosa, que tudo aconteceu tão naturalmente e sem aviso prévio, sendo justamente por isso tão envolvente e tentador, que a opção pela mentira fora a única maneira de garantir a paz de todos. Isso, a fim de manter as coisas nos seus devidos lugares, de não romper com a ordem estabelecida ou fazer sangrar o coração de quem tanto amamos, é que escolhemos o subterrâneo mundo do fingimento e da dissimulação. Porque não há outra versão para os fatos, senão essa. 

Calma, que depois disso virá o alívio e alguém há de ouvir aquele que ainda estiver por aqui e o compreenderá. E só então será possível iluminar sem medo a nossa história, já finda e amarelada.

domingo, 19 de junho de 2011

Versão 19.06.2011 de 24.11.2009

(...)
Tem vezes que as palavras não dão conta
Tem vezes que apenas uma basta.

Selo

 
Quero dedicar esse selo que ganhei da querida Cris, lá do Meu Olhar Caleidoscópio, para alguns espaços que acho tão bacanas. Pela regrinha eu teria que indicar para 12 blogs, mas eu não vou fazer isso não. Não por ruindade, é que, sei lá... Vou indicar só para esses daí de baixo mesmo:

1. De mim, quase nada
2. Noventa e Dois
3. Parole
4. Pura Loucura
5. a velha novidade
6. Calandra Intocável
7. À beira do mar aberto
8. Rudimentarium
9. Fermata breve

abraçosproces!!!

quarta-feira, 15 de junho de 2011

12.08.2000

É, eu queria realmente não gostar tanto assim de você, para poder acreditar de verdade que se alguém perdeu alguma coisa, esse alguém foi você, não eu.

domingo, 12 de junho de 2011

Versão 18.06.2011 de 12.06.2011


Não raras vezes eu sou a fotocópia, e não o original.

Versão 12.06.2011 de 11.05.2011

Impossível fingir indiferença
se quando você me vira as costas
O sangue logo sobe à cabeça.

domingo, 5 de junho de 2011

16.10.2010

Hoje não escreverei pra te fazer feliz.
Não massagearei seu ego com tudo isso
que nunca te digo
mas que guardo aqui comigo
Hoje não vou escrever pra falar de você.
Hoje não falo nada
Hoje não deixo registrada essa dor
de não te ter
Hoje falo de mim
Hoje digo apenas
nada.