domingo, 31 de julho de 2011

25.07.2011

É impressão minha ou estamos às vésperas de um tempo em que não se pode deixar uma conversa com amigos sem a dúvida de não vê-los mais depois dali?

23.02.2011

A palavra engasgou bem aqui.
Não consegui nem cuspir.
Entalei, lágrima escorreu.
Morri.

domingo, 24 de julho de 2011

06 e 07.06.2011

Ele caminhou em direção ao fim da rua, à esquina de onde já não podia ser visto. Eu o acompanhei do portão, com o olhar, até a esquina, até vê-lo sumir. E entre mim e a esquina havia suspensa sobre sua cabeça uma nuvem de tristeza cinza. Ele foi embora depois de tanta alegria. Eu fiquei com toda a alegria seca. Ele não. Ele se foi e eu fiquei olhando do portão. Virou a esquina e choveu.

26.06.2011

Meu Deus como sou fragmentado!!!!

10.01.2001

Não selecione. Ou pense ou escreva.
E antes que a palavra perca a validade,
Diga-a,
Pois dela só restará saudade.
Vamos, não espere que elas brilhem.
Todas terão o mesmo azul da caneta
E não trarão mais prestígio do que você já tem.
E você não tem nenhum.
Diga sem pudor, talvez com amor.
Afinal nunca se sabe de onde virá o próximo beijo.
Nem se virá.
Não brigue por rima. Não há beleza maior
Do que desafinar o poema com um verso branco.
Branco gelo. Arranhado. Sofrido. Quebrado.
Vamos, não desista desse texto que só quer
Dizer pra você o que você não diz a ninguém.
E que ninguém te ouça.
Porque não era isso que você queria escrever.
Eu não disse?

domingo, 17 de julho de 2011

03.04.2011

Você me lava a alma.
Você me leva a alma.

domingo, 10 de julho de 2011

Entre fev. e jun. de 1998

Tenho medo de falar que não sou feliz. Talvez eu seja.

21.07.2011

 


A mulher-macaco era apaixonada pelo maquinista da roda gigante, mas a rumbeira já havia roubado seu coração. A monga não suportou tal decepção e os trancou no trem fantasma. Depois de cinco voltas, bateu o arrependimento. Ele, atormentado, correu pra fora do parque. A rumbeira nunca mais dançou. E a mulher-macaco, desolada, morreu com overdose de maçã-do-amor.

domingo, 3 de julho de 2011

Versão 03.07.2011 de 20.04.2011

No calor da emoção
Queimou palavra
Cinzou poesia