domingo, 30 de outubro de 2011

22.11.2010

Façamos então esse acordo. O de nos afastarmos disfarçadamente, como se a vida estivesse fazendo com a gente o que faz com todos desatentos, levando para longe sem que se perceba. Mas não, nossos pensamentos estarão sempre ligados, pelo o que ainda não houve. Pelo o que queremos tanto que ainda haja. E como num jogo em que tudo parece estar perdido, de repente teremos os dados ao nosso favor. Será como uma viagem para nos alimentarmos de outras experiências, antes de nos alimentarmos um do outro. Será como um combinado silencioso. Eu te amo. Você me ama. Mas agora não é hora. É como se nesse descuido, entrássemos num longo parênteses que pode se fechar a qualquer momento, para então seguirmos novamente juntos sem empecilho algum, na mesma oração.


(Com calma, com graça, sem drama, de boa, tranquilo... Mas que tolice! O que não houve pode haver a qualquer momento e, não tem muito a ver com amor. Não com esse que digo. O reencontro só tem chance entre parênteses, não necessariamente juntos na mesma oração) - 14.06.2012.

Série "Ó Céus!" - 4/8*

Imagem de arquivo pessoal. Maceió/AL.


 * Maio/2010.

domingo, 23 de outubro de 2011

Série "Ó Céus!" - 3/8*

Imagem de arquivo pessoal. Maceió/AL.

 * Maio/2010.

Versão 23.10.2011 de 22.09.2010

Ele pediu licença quase calado, a palavra meio arranhada, partida, e se retirou para chorar no banheiro - meio ridículo - se olhando no espelho, vendo todas as lágrimas juntarem-se no gradeado ocular e se jogarem despenhadeiro abaixo por toda urgência, toda pressa e pressão dos últimos dias. Por toda aquela nova condição fruto de uma escolha precipitada quase imposta. Chorou encostado na parede, silencioso com medo que ouvissem seus soluços e reconhecessem sua fraqueza, sua incapacidade de dar conta daquilo tudo; por não querer dar conta daquilo tudo. Chorou toda angústia de não querer ou não saber estar mais ali. Ali, naquele banheiro de teto baixo e mal iluminado, o tempo parou e ouviu sua dor e solidão, sua tristeza e desânimo. Ali o tempo deu-lhe tempo para sentir o que toda urgência não lhe permitia e, o tempo secou suas lágrimas, acalmou sua respiração, lavou seu rosto e abriu a porta para ele voltar a correr, diariamente, para longe de si mesmo. Mas algo entre as lágrimas marcadas no rosto e a água da torneira quando misturadas, acendeu nele as pedras de um caminho novo, diferente desse que só lhe apontava angústia e desgaste. Acendeu-se a certeza de que o tempo ainda podia lhe ajudar a se encontrar.

domingo, 16 de outubro de 2011

16.03.2011

O que ando fazendo que mesmo sentido o peso das consequências não paro de insistir no caminho tortuoso?

Série "Ó Céus!" - 2/8*

Imagem de arquivo pessoal. Maceió/AL.


* Abril/2010.

domingo, 9 de outubro de 2011

Série "Ó Céus!" - 1/8*

Imagem de arquivo pessoal.

 * Agosto/2010.

04.10.2011

Quem acorda mais cedo do que eu nessa cidade quente,
nesse setembro tão urgente
que outubro já se acabou praticamente?

domingo, 2 de outubro de 2011

Versão 02.10.2011 de 15.02.2011

Escreva, eu digo a ela. Quem sabe assim você melhora. E ela pergunta o que, o que escrever. Tudo, qualquer coisa, um pensamento, um sonho, um fato, um desejo, um desabafo, até desenhe se quiser... Tome esse caderno de uso pessoal e intransferível. Não é pra mim nem pra ninguém que te peço isso. É por você, é uma forma que encontrei, que imagino sirva para conduzir tanta tristeza para outro lugar bem longe de si... Pode dar errado, pode não levar para lugar algum... Mas pode te levar para onde você mais precisa - para si mesma! Vá, escreva, tente, se esforce... Será o seu segredo!