domingo, 30 de outubro de 2011

22.11.2010

Façamos então esse acordo. O de nos afastarmos disfarçadamente, como se a vida estivesse fazendo com a gente o que faz com todos desatentos, levando para longe sem que se perceba. Mas não, nossos pensamentos estarão sempre ligados, pelo o que ainda não houve. Pelo o que queremos tanto que ainda haja. E como num jogo em que tudo parece estar perdido, de repente teremos os dados ao nosso favor. Será como uma viagem para nos alimentarmos de outras experiências, antes de nos alimentarmos um do outro. Será como um combinado silencioso. Eu te amo. Você me ama. Mas agora não é hora. É como se nesse descuido, entrássemos num longo parênteses que pode se fechar a qualquer momento, para então seguirmos novamente juntos sem empecilho algum, na mesma oração.


(Com calma, com graça, sem drama, de boa, tranquilo... Mas que tolice! O que não houve pode haver a qualquer momento e, não tem muito a ver com amor. Não com esse que digo. O reencontro só tem chance entre parênteses, não necessariamente juntos na mesma oração) - 14.06.2012.

Um comentário:

Autora escondida disse...

Que vontade de mandar isso pra alguém!