domingo, 8 de julho de 2012

15.04.2011

Quero mordida, aperto, porrada, tapa na cara.
Quero força, quero forçar corpo a corpo.
Quero brutalidade, nada de delicadeza.
Quero saliva e beslicão.
Quero arranhão, lambida e palmada.
Respiração ofegante. Puxão de cabelo.
Nada de trégua, não quero intervalo.
Quero perder o fôlego, quero grunhido, rosnado.
Quero na cozinha, na sala, no quarto.
Quero dolorido, sufocado, quero arrochado.
Não quero descanso, nada de leveza ou abraço apaixonado.
Quero sujo, quero melado, por cima e por baixo.
E aí então cair de cansaço
Dormir exausto só no dia virado.

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