quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Versão 01.08.2012 de 03.06.2012

Eu vi clarear o dia em silêncio. Pensei estar surdo ou trancado hermeticamente. Nenhum ruído. Vi os raios do sol banharem as paredes das casas e edifícios vizinhos, vi os pombos voarem, mas tudo calado. Nenhum som. O céu, as nuvens, as antenas e tudo o mais que minha vista não vê mas sabe que está lá fora, totalmente silencioso. Tão calado o dia a brilhar que pensei ser o último, nem aqui dentro ouvi ruído, todos os sons escondidos. A geladeira dormia, a pia sem goteira, a cortina estática... Calados. Foi quando o sol brilhou mais forte, meus olhos apertaram para se proteger e aí um pássaro distante cantou. Um grito agudo e prolongado. Um canto de bom dia e todos os sons acordaram para o domingo... Hora de dormir.

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