quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Última frase de 17.11.2008

Não quero me preocupar com ninguém a não ser comigo mesmo, mas não consigo.

domingo, 23 de setembro de 2012

Versão 23.09.2012 de 22.09.2012

Não me importo tanto com o que você sabe fazer bem. Interesso-me mais por aquilo que você é capaz de fazer com o que você faz bem.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

23.09.2011

Não sei pisar delicado sem escorregar no próprio desejo de acertar.

domingo, 16 de setembro de 2012

11.06.2012

Toda minoria
quer ser um dia
hegemonia

Outro trecho de 06.07.2012

Já percebeu como sou reticente? Eu sou reticente? O que isso tem a ver? Gostaria de dizer tenho medo de desaprender a importância que é estar com alguém como você... Tenho pensado bastante sobre isso ultimamente; como não desaprender? Como olhar para o que existe entre nós e entender que é lindo, mesmo quando parece sem graça?

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

24.10.2009

E essa coisa de ser negativo, de pensar que as coisas não darão certo? E essa mania de não acreditar, de duvidar, de não aproveitar?
Desejo o desapego, a capacidade de respirar fundo e sentir toda essa ansiedade, essa sensação de desgraça iminente se esvair, largar do meu peito e partir, partir para bem longe...

domingo, 9 de setembro de 2012

31.05.2012

Para onde vai o que não consigo ver depois que me viro? O que acontece quando passo deixando um sorriso? Se parto, o que deixo? Dizer o que levo parece mais fácil... Tem algo aqui dentro que não para de tentar descobrir o que acontece entre as coisas, entre mim e as pessoas, entre os lugares, entre os movimentos. Eu olho não sei bem pra onde, mas sempre buscando uma pista, um vestígio que me diga o sentido, a razão de ser assim, de ser aqui, de ser já. Cato nos olhares, nos gestos, nas cores, sons, formas, no passado e no que ainda será. Procuro no presente e nos pedaços de tempo que consigo juntar. É maior que minha capacidade e sempre parece que não dou conta. Não dou conta, mas insisto, por teimosia, medo ou fé. Insisto, tento, cogito... Eu não, eu não sei o que há, mas carrego a sensação de que não é só, de que há, de que no ar, no caminho que a luz faz para tocar os objetos e refletir nos meus olhos, ouvidos, pele, nariz, nesse caminho acontece o que há e de tão rápido ou tão óbvio ou tão invisível, capturo apenas e somente menos que uma impressão, um resto de desejo, suposição, continuação projetada, passado em ocorrência, presente deslocado, menção. Eu não fico por muito tempo nem carrego o que ficou até tão distante, esfarelo, esfarelam-se na separação, no até logo, no até amanhã e se cortam o "até" seja lá quem o faça, por acidente, coincidência ou fatalidade, por acaso ou desgraça, quando fazem, amanhã até vem, mas vem sem até!

06.08.2012

Eu acordei profético
Patético. É o fim.
Acordei mais cedo
Fora de órbita
Longe de mim.
Sonhei com a culpa
Levantei sem palavras
Engoli seco
Acordei de ressaca

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

14.12.2008

Ele então aprendeu que querer não era suficiente para determinar que algo iria lhe acontecer. Ele percebeu que seu querer somente não poderia mover o que quisesse para organizar as coisas.

Versão 05.09.2012 de 27.03.2007

Todos dias...

Quando ainda duvidava de que estar só não era tão mal. Quando resistia a voltar para casa enquanto não encontrasse quem correspondesse ao seu olhar. Quando não conseguia discernir o que era saudade, vontade de encontrar outra pessoa ou apenas fazer sexo. Quando o fim de semana parecia promissor mesmo que frustrante depois das 3h de sábado para domingo. Quando sair com os amigos não era tão interessante. Antes só, mas cheio de esperanças.

Sempre terminava de mãos vazias.

domingo, 2 de setembro de 2012

24.09.2010

De tanto que pensei, não escolhi.
Fiquei parado na dúvida.
Não decidi, não consegui.
Me perdi entre os pesos e medidas
de uma simples escolha.
Decidiram por mim.
Perdi.

08.02.2011 e o último pedaço já postado

Basta olhar nos olhos dela e me vem o choro na garganta. Não é mais ela. Não a reconheço. Me dá raiva, não sei reagir bem a essa mudança, tão evidente que deixei passar, que ignorei... E agora é difícil acreditar num retorno, em melhora! Eu sei que pensar assim não ajuda, mas... Eu só queria que ela percebesse que depende dela e não de mim ou de ninguém. Queria que ela parasse e decidisse mudar para melhor, que resistisse, que não se entregasse ao cansaço, à preguiça, à falta de vontade. Queria que toda energia de antes, eu sei, mal utilizada, retornasse para ser direcionada ao que de fato importa - à vida! Queria ser diferente também, estou tentando, mas queria poder alcançá-la para além do óbvio e dizer ou fazer algo que realmente a tocasse!