domingo, 9 de setembro de 2012

31.05.2012

Para onde vai o que não consigo ver depois que me viro? O que acontece quando passo deixando um sorriso? Se parto, o que deixo? Dizer o que levo parece mais fácil... Tem algo aqui dentro que não para de tentar descobrir o que acontece entre as coisas, entre mim e as pessoas, entre os lugares, entre os movimentos. Eu olho não sei bem pra onde, mas sempre buscando uma pista, um vestígio que me diga o sentido, a razão de ser assim, de ser aqui, de ser já. Cato nos olhares, nos gestos, nas cores, sons, formas, no passado e no que ainda será. Procuro no presente e nos pedaços de tempo que consigo juntar. É maior que minha capacidade e sempre parece que não dou conta. Não dou conta, mas insisto, por teimosia, medo ou fé. Insisto, tento, cogito... Eu não, eu não sei o que há, mas carrego a sensação de que não é só, de que há, de que no ar, no caminho que a luz faz para tocar os objetos e refletir nos meus olhos, ouvidos, pele, nariz, nesse caminho acontece o que há e de tão rápido ou tão óbvio ou tão invisível, capturo apenas e somente menos que uma impressão, um resto de desejo, suposição, continuação projetada, passado em ocorrência, presente deslocado, menção. Eu não fico por muito tempo nem carrego o que ficou até tão distante, esfarelo, esfarelam-se na separação, no até logo, no até amanhã e se cortam o "até" seja lá quem o faça, por acidente, coincidência ou fatalidade, por acaso ou desgraça, quando fazem, amanhã até vem, mas vem sem até!

Um comentário:

Lari Moreira disse...

Se vem sem o 'até', um dia ele trás o 'até', infelizmente.
Avisando que tem novo post,
http://maybe-i-smiled.blogspot.com.br/2012/09/um-quase-riso-e-um-pessimo-esconderijo.html
Boa terça :*