domingo, 7 de outubro de 2012

28.09.2012

Separaram-se. Pararam de se ver, não no sentido de se encontrar. Encontravam-se. Mas em algum momento, mesmo se encontrando, pararam de se ver. Passaram a olhar outras coisas, outras pessoas, outros lugares. Passaram a se enganar, mas sem perceber. Enganavam-se acreditando tudo estar bem. Não estava. Estavam resistindo, fingindo, se iludindo... Agonizavam na esperança de permanecer - quem não deseja que assim seja? Mas fracassaram em seu desejo. Esfriou-se o beijo, os olhos, os braços... O corpo inteiro. Entraram na rotina, perderam o traquejo, seguraram o sorriso, o gozo foi interrompido. Diariamente perderam a frequência, a fragrância, o frescor e nem na cama rimava amor. Interromperam-se e trêmulos entreolharam-se na sala de estar. Não podiam mais fugir, não queriam mais se enganar. E entre lágrimas decidiram separar.

2 comentários:

Gracita disse...

Olá Sr Reticente.
Toda separação causa dor e sofrimento. Você me fez descobrir que nada na vida é mais importante do que uma amizade sincera e verdadeira. Às vezes os amores passam, mas os amigos ficam. Adoro a sua amizade.
Meu afago e meu carinho num doce e terno beijinho
Gracita

Laisa disse...

Nossa... vai puxando... rasgando... mas é uma dor anestesiada. Acho que deve ser melhor ver.