quarta-feira, 28 de novembro de 2012

23.11.2012

Eu tenho lá minhas dúvidas... E aqui também.

domingo, 25 de novembro de 2012

03.09.2012

Na vida não tem isso de de repente, de repente nada. Não há o que aconteça que já não venha acontecendo, mesmo que apenas na cabeça, no desejo, no pensamento. Na vida não se nasce uma amizade de um aperto de mão, senão de vários até formar um abraço, insuspeito, depois de tantos sorrisos e dias compartilhados. Também não se finda um romance do nada, que antes algo já azedava, roía e sem perceber ou sem saber por que ou como o que era beijo na boca vira grito no ouvido, até-nunca-mais-que-deus-me-benza-e-me-perdoe-desse-equívoco. Tão pouco um câncer brota no crânio, mesmo que benigno, sem uma sucessão de traumas físicos e/ou psicológicos, alguns pensamentos errados e outros maldosos. Pode-se até dizer que não sabia, que não viu, não sentiu e "de repente" o ontem que foi hoje já sumiu; mas com um mínimo de cuidado, alguma atenção, tudo fica claro, as peças se encaixam e a mistura do que hoje fez algo ser surpresa ou novidade ganha forma, dá sinais, pistas, indícios da transformação. E entre uma claridade e outra escuridão, é possível perceber que para permanecer há de se mudar um pouco, muda-se inevitavelmente. E quando tudo parece ser de repente, seja bom, mal, indiferente, alegre ou triste, é porque nem toda mudança nos garante a continuidade do que existe.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Versão 21.11.2012 de outra data desconhecida

É um amor silencioso
sereno, cauteloso.
Que mal se mexe,
parece morto.

Versão 21.11.2012 de data desconhecida

Eles passam por meus olhos
castanhos claros
e percebo meus olhos irem com eles
até a esquina
até ali
até o próximo
que passa sem me olhar

domingo, 18 de novembro de 2012

Apareça

R. B. - 29.01.2012


(Apareceu!) - 30.11.2012.

18.11.2012

O que eu quero dizer, não será dito hoje. Ficará para quando todos esquecerem o que está acontecendo. Quanto até eu não lembrar mais - pouco provável - dos detalhes. O que direi será aleatório e desnecessário. Quero apenas ocupar esse espaço com quaisquer tolas palavras, para despistar os atentos olhos que tenho sobre mim nesse momento. Nada do que importa agora será revelado nessa hora. Como tudo aqui, que costuma vir em delay, o que tenho a dizer ficará calado até quando eu achar prudente. E no lugar, deixarei uma piada, uma canção, uma foto - do meu gato, quem sabe? - para que riam, cantem ou elogiem. Ou não digam nada, assim como eu.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

07.11.2012

Querido calor,

Precisamos conversar. Acho que está na hora da gente rever nossa relação. Eu preciso de um tempo, estou me sentido sufocado, abafado, grudento. Eu saio na rua e as pessoas já percebem que eu não estou bem, eu suo, eu fico ofegante, eu fico zonzo, tudo por causa dessa sua pressão sobre mim. E não é que a relação esfriou, pelo contrário, ela é até bem quente, mas tanta proximidade e nessa intensidade, queima o meu juízo!
Lembra de quando começamos, no inverno passado? A gente vivia juntinho, dávamos-nos tão bem. Mas o clima mudou, não sei como, sei apenas que não somos mais como antigamente, você mudou, eu mudei... E isso não significa que eu não te ame mais, nem que você não seja mais importante na minha vida. Acontece que às vezes precisamos respirar outros ares, você sabe! Eu entendo se você ficar esquentado e quiser me evitar por um tempo, acho até bom, pra nós dois. Saiba, não é você, sou eu! O que mais me interessa é sermos amigos, e isso depende só de você... De toda maneira a promessa de ficarmos juntos no carnaval de Olinda continua de pé! Até lá! Beijos!

...

08.05.2010

Um ponto final pra cada reticência dessa história, por favor.

16.07.2000

A mágoa está no meu abraço, não saiu ainda. Suas palavras de consideração chegaram aos meus ouvidos atrasadas demais. Ainda te abraço magoado, quando te abraço. Me peguei ao apego de não me desapegar de você. E ainda te abraço magoado, quando você me abraça. E você não me abraça mais. As suas palavras atrasadas que anunciariam o seu desapego - se apego houvesse tido - já não eram mais necessárias. O seu desapego já havia batido, socado, partido. Deixou de dizer na hora certa que apego não havia tido. Esqueceu da hora. Ultrapassou os quinze minutos de tolerância. E na hora certa ficou em silêncio, indiferente, desapegando-se sorrateiramente. Meu apego ficou só. Que nem figurinha autocolante gasta, sem onde pegar. Tanta coisa poderia ter evitado, se ao invés do silêncio, do desapego tivesse falado. Os abraços seriam mais apertados, menos magoados.

domingo, 4 de novembro de 2012

19.02.2012

Eu não vou dormir agora
Se estou preso ao menos
me deixem o direito de
aproveitar meus segundos
nos cantos do cativeiro
Meus olhos pesam,
mas a cama não me atrai
Sou refém da escolha de
ficar, de vir. De não ir
para onde meu corpo pede
Testando os limites
da prisão voluntária
da decisão contrária
ao desejo de não me
envolver.

Cutuque-me*

Vou deixar meu facebook aberto
só pra ver se você atualiza
meu status
Quem sabe online
Você mata essa saudade!

* 02.05.2012.