quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Desprovido de alegria*

Ela me olhava
e sorria
Eu fingia
que não a via
Ela firme
insistia
Eu por tudo
resistia
Por pouco
acreditei
que dela
uma lágrima
escorria
Ela estava
cheia e logo
gritaria
Eu então cansado
previa
que daquele encontro
não escaparia
Era uma questão
de tempo e
dela em breve
necessitaria
Foi quando percebi
que já caía o dia
e eu com fome
desprovido
de alegria
logo via
que era hora
de lavar
a pia.


* Ainda nesse instante.

2 comentários:

Rick disse...

Então, você discorda do eu disse no texto em algumas partes. Mais o que eu quis dizer é que quando se ama uma vez, não se deixa de amar. E quando falo que não muda e nem é esquecido, quero dizer que não vira ódio, ou qualquer outro sentimento, ele só permanece, em algum lugar dentro da gente, entende? E sim, ele pode crescer positivamente e talvez até contagiar o outro (talvez). E no fim, acho que o amor fica sim (só fica com gente mesmo, sem mais).


Gosto do que você escreve. Abraços. Até breve. "_"

Parole disse...

kkkkk

Não tem como escapar de uma pia que grita... Muito bom!

Beijinhos.