domingo, 29 de dezembro de 2013

05.10.2010

Nessa insistência de prever futuros tristes, o presente se esvai em desânimo. O caminho se torna desinteressante e antes que se imagine a tragédia em detalhes, já se encontra deitado no abafado do seu quarto escuro lamentando as dores calculadas.

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

25.12.2008

Olharei nos teus olhos
Encherei meus pulmões de ar
pra te dizer
em silencio
que tudo mudou e ainda assim
sou o mesmo
Te olharei profundamente
e antes que você diga algo
ou me abrace
meus olhos te intimidarão
meus olhos te cegarão
meus olhos devorarão os seus
Parados frente a frente
eu te olharei
de cima a baixo
eu te direi
em silêncio
o quanto doeu
o quanto passou
o quanto não passa
o quanto você
não soube
amar

domingo, 22 de dezembro de 2013

15.05.2009*

Muito obrigado por todo esse curto tempo juntos. Embora curto, muito intenso e importante para mim. Sair da casa dos meus pais foi um momento decisivo na minha vida. Ter feito isso para morar contigo me faz crer que fui feliz na minha escolha. Obrigado por me acolher, por acreditar na química da nossa amizade para me deixar entrar na sua vida tão intimamente (com todo respeito, claro). Aprendi muito. E levo comigo essa experiência como um exemplo a ser seguido nessa nova fase, nessa nova mudança (será que tomei gosto e não pararei mais?). Peço também desculpas por qualquer coisa que tenha te desagradado, te deixado triste ou magoado. Às vezes na proximidade constante, a rotina nos põe em situações desagradáveis, daí a distância para reafirmarmos dentro de nós o quanto amamos quem temos sempre à mão. Você foi como uma família esse ano. E será sempre daqui por diante. Sempre que precisar e achar que posso ajudar, não hesite em me chamar. Te amo muito meu amigo-irmão! Fique bem sempre. Amor. Felicidades. Saúde. Sucesso... Uma feliz mudança para a gente!


* Para Caju.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Testamento II*

Deixo tudo que não passou de desejos
para vocês realizarem;
Deixo o resto comigo
que é pouco ou quase nada:
pedaços de uma história
mal contada.
Deixo a todos da família
a tristeza da partida
Levo comigo a metade
Deixo essa droga de morte
e vou viver a minha vida
com o que sobra de vontade.


* Projeto RR. Releitura de 06.01.2011 (Testamento) em 18.12.2013.

Trecho de 26.11.2011*

Nossa, como eu só tão enrolado pra te responder uma só pergunta. É pra você ter noção da complexidade de te dar essa resposta! Te amo hoje porque hoje nunca acaba, embora os dias escureçam e voltem a clarear. Esse "não" definitivamente não é uma despedida, pois sua presença em minha vida é inestimável e necessária. Não penso em sumir nem desfazer contato, ao contrário, fortalecê-lo sempre mais, para garantir as próximas vidas com o que essa nos trouxe de melhor, o amor! Te agradeço por pensar em mim e querer o melhor, por saber que a vida é tão difícil e que talvez eu tão solto possa me perder na correnteza. Obrigado por me lançar essa bóia e me perdoe se eu prefiro ficar na água aprendendo a nadar! Queria tanto um abraço teu, meu amigo, que meu olho chega a molhar.


* Para M.H.R.

domingo, 15 de dezembro de 2013

01.2009*

Estou organizando meu quarto desde o dia 29/12... Não o quarto em si, mas todas aquelas coisas que preenchem nossas gavetas e caixas de sapatos, aquelas lembranças em forma de papel e outras bugingangas - pode-se dizer que são a alma do quarto? Ou melhor, nossa alma no quarto, uma verdadeira colcha de retalhos não exatamente de pano. Pode?... Enfim, tanto mofo, tanta coisa precisando de uma arejada, tanta coisa guardada há sabe-se lá quanto tempo. Meu Deus! E no meio dessas coisas, agora é a vez das cartas, encontrei o convite da sua festa de formatura, intacto, um pouco de mofo, é verdade, mas já limpei... Naquele dia a gente quase morre, mas para nossa sorte preferiram que nos divertíssemos muito! Lembra?!... Te amo que só quando a gente é amigo de infância, se vê quase todo dia pra ir junto à escola e cresce e faz teatro e faz faculdade e depois vai embora pra longe... E mesmo assim parece que ainda é vizinho!


* Para M.S.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Versão 11.12.2013 de 11.2009

Não foi raiva, nem mágoa. 
Foi tristeza mesmo. 
Uma falta de razão. 
Uma agonia que dormia e acordava comigo. 
Um sinal de interrogação.
Foi vontade de acertar os ponteiros
com as palavras, não com o silêncio.
De querer te olhar nos olhos 
e saber o que se via. 
Vontade de ver o tempo passar
e saber o que acontecia. 
De saber o que era, não o que seria.

domingo, 8 de dezembro de 2013

19.03.2013

O que fazemos todos os dias nos faz crer que essa é a única forma de viver.

08.12.2013

Não se senta e se escreve. Não palavra após palavra ininterruptamente sem tropeço, incerteza ou gaguejar. As palavras exigem pausa e seleção. O que se lê nesse momento foi construído sobre um cemitério de pontos e vírgulas, de avanços e retrocessos, de palavras apagadas ou substituídas, muitas delas já esquecidas. O que se escreve é escrito não no tempo do pensar, mas no contra-pensamento do que somente o tempo nos permite elaborar.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

domingo, 1 de dezembro de 2013

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

04.02.2013


Noite dos Tambores Silenciosos - Recife/PE (11.02.2013)

Meu deus, 
só penso em purpurina!
Meu deus, 
cadê mais serpentina?
Meu deus, 
agiliza esses dias,
mas freia antes da quarta de cinzas.
Meu deus talvez não seja de folia,
mas por favor, não me nega essa
alegria!

Série "Parabolicamará" - 7/10

10.06.2013

Série "Parabolicamará" - 6/10

04.08.2013

domingo, 24 de novembro de 2013

17.09.2013

Senhor, tenha calma.
Seja paciente com todos
esses seus entes queridos.
Entenda que apesar
do sangue em comum,
há diferenças gritantes.
E a única maneira
de transpô-las
é aprendendo a lidar
não com o que os separa,
mas com o que os une.
Senhor, tenha amor
antes da certeza.
Tenha paciência,
antes da razão.

Série "Parabolicamará" - 5/10

30.07.2013

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

10.03.2013

Deixo a saliva
em seu corpo
Deixo a mordida
a marca, a ferida
Deixo a saudade
e parto
despedaçado
no vazio
do seu egoísmo
de me ver partindo
e não querer
vir comigo.

Série "Parabolicamará" - 4/10

05.05.2013

domingo, 17 de novembro de 2013

03.11.2013

Vá dia de domingo
Vadia de domingo

Série "Parabolicamará" - 3/10

15.04.2013

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Germinando*

Vara o silêncio
esse pelo
escondido dentro
da minha cara
desconsolada
noite à fora


* Projeto RR. Releitura de 03.05.2013 (Jardim Seco II) em 12.11.2013.

Série "Parabolicamará" - 2/10

13.06.2013

domingo, 10 de novembro de 2013

Série "Parabolicamará" - 1/10

04.08.2013

Versão 10.11.2013 de outro trecho de 26.12.2011

E não é porque tudo ao redor está caindo que quando alguém levanta a voz, escreve, canta ou apenas olha no olho sorrindo sem sorrir, isso é mentira ou mediocridade, porque pode ser verdade, porque temos tanto rodando aqui dentro, e o tempo todo, que uma hora ou outra esse desejo de tudo melhorar aflora e sai quase sufocado, mas feliz por vazar!

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Em queda

03.11.2013

Versão 06.11.2013 de 14.08.2013

Sacudo as mãos sobre a cabeça como quem espanta insetos ou talvez mesmo morcegos. Sacudo-as na esperança de afastá-los de mim - não os insetos ou morcegos, mas os pensamentos. Sacudo as mãos, a cabeça, buscando um jeito de me distrair, de me confundir e, como quem engana um vigilante, sumindo, desaparecendo de sua vista para finalmente poder relaxar mais os ombros, afundar o corpo na cama com calma, no chão, na cadeira, sem pesar, sem tensão. Sacudo-me inquieto na esperança de encontrar a melhor posição, a melhor postura, o "melhor" corpo. O corpo sem depois.

domingo, 3 de novembro de 2013

Versão 03.11.2013 de 10.03.2011

É sempre bom mesmo ver riso brotar de lábio seco;
Desarmar uma alma por graça impensada,
não tem preço.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Só assim...

Obra de P. Lucena. 13.01.2013

19.11.2012

Lavei a pia,
mas antes,
você os pratos
pensei que você
sorria
mas estava enganado

Não havia
aquilo
que havia
imaginado

Era tudo invenção minha.
Sua presença
não era ao meu lado.

Só eu me confundia
acreditando
haver diálogo
bobagem dessa
cabeça vadia

Você nem parecia
ter gostado.

domingo, 27 de outubro de 2013

17.09.2013

Para toda a impaciência que impera na vida de quem amo, desejo a sensatez. Desejo a generosidade para se perceber que a diferença é condição de existência e continuidade da vida e, portanto, antes de proferir aquela voz mais alta, de fazer aquele gesto de desaprovação, de dar aquele riso irônico e sussurrar aquelas palavras rancorosas, antes de ferir aquele cuja vida lhe é tão cara, que haja tempo para mudar de estratégia e entender que o sofrimento não é privilégio somente seu. Não tenho solução para todos os problemas que nos cercam nesse momento, se tivesse já teria compartilhado; mas acredito sinceramente que com carinho e calma - um abraço e um beijo por mais breve e sem jeito já é um começo - diante da limitação do outro, os problemas diminuem consideravelmente de tamanho.

Vai saber...*

Talvez eles se gostem, assim de querer bem e sempre por perto para fazer história. Talvez seja apenas tesão, desses de provar o sexo e se guardar segredo, assim meio sem jeito, como quem não sabe se tenta outra vez ou se conforma com o que houve. Talvez isso passe pela cabeça dos dois sem que um saiba sobre o outro e vice-versa e, enquanto ninguém se arrisca além do que já se sente, vão disfarçando o desejo com maliciosas provocações, sob o álibi de uma simples amizade.


* Versão 27.10.2013 de 15.02.2011.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Primeira parte de 12.03.2013

Eu tenho o seu sorriso.
Você, o meu.
Essa é a melhor parte,
quando o que nos pertence
é apenas o brilho dos dentes.

domingo, 20 de outubro de 2013

27.04.2013

Você não confia em mim, eu sinto.
Eu desconfio de você, você sabe.
Como garantir então
que isso se chame amizade?

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

11.08.2013

No meu corpo,
pouco desejo
não tem espaço.
Devoro guloso
os seus abraços,
mastigo seus beijos,
alucinado e
deito pleno
sobre nós dois,
já alimentando
desejo para depois.

domingo, 13 de outubro de 2013

Orgasmos Múltiplos*


* Projeto RR. Releitura de 22.10.2012 (Pequeno gozo) em 10 e 12.10.2013.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

28.05.2013

Descobri então
que sou preguiçoso
para pensar.
Tanto que
provavelmente
não levarei
esse poema
a diante.

domingo, 6 de outubro de 2013

15.08.2012

Já me cansei. Desregulei o relógio biológico, troquei os ponteiros do sono e da fome. Agora resta-me o imprevisível. Quantas horas dormirei? Terei fome ao acordar? E nessa falta do que fazer, faço cada vez menos o pouco que devo, cada vez mais lento, adio o quanto posso e tenho podido muito, tanto que só como e durmo. Na hora de comer durmo. Na hora de dormir, petisco, rastejo pela casa, até durmo. Já me cansei e mesmo cansado sigo aceso, acordado. Amanhã que já é hoje tentarei almoçar antes da janta, com alguma sorte, ou quem sabe insônia, até tomo café da manhã. 

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Poderia ser ouro... Mas é areia!

Praia de Tabuba/AL - 15.09.2013

02.07.2013

Você diz faça
Você disfarça

domingo, 29 de setembro de 2013

Versão 30.09.2013 de 16.08.2013

Foi surpreendido pela luz da manhã invadindo a casa, enquanto pelo fone ouvia a canção dizer "eu tô perdido, eu sei".

Versão 29.09.2013 de 31.10.2009

queria carinho.
queria atenção.
e apesar de sábado
recebeu um não.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Versão 25.09.2013 de 26.05.2009

Sobre isso de gostar de quem não gosta da gente, pelo menos não do jeito que gostaríamos que gostassem. Sobre esse sentimento sem recíproca. Sobre essa agonia de não gostar igual. Sobre essa agonia de não ser o oposto, não ser repulsa, mas também não ser apego ou desejo. Sobre essa dor que atrapalha a respiração e o pensar. Sobre sentir falta, saudade, ciúme, raiva ou tristeza... Sobre alguém que olha outra pessoa à distância, sem saber como se aproximar sem ser atropelado pelo próprio desejo, sem se sabotar pelo medo. Sobre duas pessoas com olhares em pontos diferentes, desviados pela indiferença de uma delas. Sobre ser traído pelas palavras e até pelo silêncio. Sobre isso de não saber o que fazer para não piorar tudo e ainda querer avistar uma luz que transforme o que se sente e o que se faz. Sobre isso não faltam novelas, poemas e canções. Sobre isso não faltam livros e filmes, blogs e notícias de crimes. Sobre isso nunca aprendem nossos corações.

domingo, 22 de setembro de 2013

29.08.2012

Estão fechando o cerco
Estão fechando o circo

domingo, 15 de setembro de 2013

ponto de fuga*

Olhando o nada-mundo
encontra-se um "eu"
tão profundo, que
todo cuidado é
pouco, ainda mais
quando para tudo
nesse mundo-nada
exige-se troco.

Com palavras-pás
um "eu" tão profundo
cava covas rasas e
se enterra, esperando
perderem-no de vista.
E se não fosse um
"quase", quase
as pás não seriam
lidas.


* Projeto RR. Releitura de 16.04.2012 (ponto cego) em 13.09.2013.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

07.11.2012 com pequeno enxerto de 11.09.2013

O sonho me disse isso, minha irmã. Que seremos nós a correr ao redor da casa sem encontrar a saída para a rua ou a porta aberta (para a sala). A casa está conservada, embora traga algumas paredes gastas pelo tempo. Também nos surpreendemos com os bichos de estimação, primeiro um gato manhoso e carente, depois um dos nossos cães já morto - teria ele voltado à vida, mais jovem e animado? Ou nós que nos juntamos a ele para assombrar o terraço e o quintal? Acordei com a sensação de que os próximos dias exigem cuidado.

domingo, 8 de setembro de 2013

12.11.2009

Evito frase feita
Escrevo cartas sem pensar
(...)
Mas desejo resposta
Aguardo retorno
Mesmo que seja um longo silêncio
E saberei que não há mais o que dizer

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Diálogo inconcluso de 06.11.2010

- O que é que foi?
- Você.
- O que é que tem?
- Nada.

domingo, 1 de setembro de 2013

25.08.2012 com pequeno acréscimo de 01.09.2013

Nunca mais a vi em sonhos, estará bem? Perto ou distante? Entendi que por hora só assim. Será que pensa em mim e chama meu nome? Depois de tudo sobraram-me os dias de saudades vertidos em noites cheias de esperança em revê-la, mesmo que de olhos fechados, mesmo que nem fumaça, mesmo breve e imagem vaga; meu sono trocado confunde tudo, não vejo o dia para arrastar a madrugada. Será que é por isso? Ou não há mais nada? Ainda duvido, questiono, não acredito. Tanto medo de tê-la perdido (definitivamente), não vence o desejo de vê-la (outra vez) acordada!

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Série O dia de hoje, a hora de agora - 8/8*

Nesse instante
não consigo
dizer
a que meus hiatos
estão ligados;
revelam-se vagos,
apontando dispersos
para todo espaço
como extremidades
longínquas
de pontes
cobertas por
densa neblina.


* 28.08.2013, às 19:15.

Série O dia de hoje, a hora de agora - 7/8*

Ela não sabia bem,
não percebia
que alguém
lhe queria além
de tudo que
se tem.
Respondia então
toda demonstração
de carinho com desdém,
tanto que
mais ninguém
voltou
a lhe chamar
de meu bem.


* 28.08.2013, às 02:42.

domingo, 25 de agosto de 2013

Série O dia de hoje, a hora de agora - 6/8*

Obcequei-me pelo futuro.
Não aquele lá distante,
aquele que nos espera
imóvel e feliz.
Mas aquele que se constrói
aqui, nesse instante.
Aquele sempre ameaçado,
sempre por um triz.


* 25.08.2013, às 00:48.

domingo, 18 de agosto de 2013

Série O dia de hoje, a hora de agora - 5/8*

As verdades
são sempre
cuspidas
faltando
uma parte


* 18.08.2013, às 17:22.

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Série O dia de hoje, a hora de agora - 4/8*

Não há liberdade alguma em não se saber o fim das coisas.


* 14.08.2013, às 12:22.

domingo, 11 de agosto de 2013

Série O dia de hoje, a hora de agora - 3/8*

As pálpebras
pesando
sustentam-se
lentas e
fazem da noite
uma tormenta

* 11.08.2013, 02:01.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

O que faltava de 13.10.2012

Desperdiço o tempo economizando intensidade de viver. Estendo os compromissos para condensar fúteis desejos. Adio o aprendizado, demoro a me organizar, deixo o tempo passar, escurecendo os azulejos e acumulando manchas nos tapetes.


(Triste sensação a de que pouco disso tudo mudou. Fiz-me refém da minha inabilidade de otimizar o tempo da minha existência e sempre que me lanço ao desafio de mudar a situação, flagro-me diante de novas manchas de improdutiva ociosidade) - 16.03.2014.

Série O dia de hoje, a hora de agora - 2/8*

Indecisão em primeiro lugar.
(...)
Faça, faça, faça, me digo.
Acabei de ler um poema tão
simples
(...)
Estou com tanta coisa em mim
que mal consigo dormir.
Zanzando entre o que aprendo e
o que sofro, na hora ou
por antecedência
(...)
Um rapaz esperou entardecer
para clicar sobre a luz
que incidia nas nuvens
e amarelá-las digitalmente.
Às vezes dava certo,
Às vezes ficava cego.
(...)
Terceirizei minha pessoa
na esperança de falar
menos de mim.
(...)
Ele tentou
dizer que...


* 07.08.2013, às 01:32.

domingo, 4 de agosto de 2013

Série O dia de hoje, a hora de agora - 1/8*

Estou ocupado com a dança no momento, por isso silencio. Também tenho saudades... Sabe, às vezes penso que separam as sílabas para mim. Às vezes tenho certeza que quando penso assim, é carência. Como não me sentir atingido? Como fingir não ser comigo? Mesmo quando não é, penso que seja e isso faz toda a diferença. Estou todo errado, sabe? Estou todo culpado, todo inviável, todo pela metade - ou menos que isso. Gostaria de te deixar uma frase de efeito, mas agora as ideias estão todas nos palcos, nas ruas, nos concursos públicos, nos congressos e no Mal. Quando elas voltarem, quando elas puderem, quando eu parar de culpá-las, te direi num colorido slow motion com selo full hd que muitas vezes junto as letras pensando em você.


* 04.08.2013, 04:02.

quarta-feira, 31 de julho de 2013

31.07.2013

Maceió/AL - 02.06.2013

 A parabólica mirou o céu
num dia multicor,
de calor que soltava fumaça
Os sinais se confundiram,
e na tv, a imagem embaçava.

31.07.2013 ou

No tempo de um download enquanto a bateria anuncia seus últimos minutos de vida, o tempo de um ameaçando o tempo do outro, invento um poema, um parágrafo, uma sequência corrida de palavras... Uma experiência com o tempo que às vezes (pausa para assistir a uma aranha caminhando desengonçadamente pela parede do quarto. Sumiu da minha vista) deixo correr antes de dizer. O arquivo foi mais rápido, o texto perdeu um pouco o sentido, a bateria vermelha parece mais cansada que eu. A experiência me levou a...

domingo, 28 de julho de 2013

28.06.2012

É saudade, quem saberá? Tantos pensamentos distantes, amarelados, tantas imagens borradas... Há um sorriso escondido no passado, gargalhadas, olhares... Tem solidão também, alguém diz?! Pudera olhar e dar conta do que não é visível... O café, a faxina, o cansaço, as mensagens, os telefonemas... Cadê todo mundo? Tá no meio do mundo, e aqui no meio, vazio.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

28.04.2013

O meu corpo tem pensado
que, talvez, esse tempo todo
esteve enganado.

domingo, 21 de julho de 2013

30.12.2012*

Praia de Tabuba, Barra de Santo Antônio/AL - 23.06.2013

Se é para terminar
que seja assim:
levando as cores
pra baixo do mar.*

quarta-feira, 17 de julho de 2013

15 e 16.11.2011

Uma hora lutando com o travesseiro (em busca da melhor posição que me leve os sentidos e eu possa caminhar de olhos fechados para o dia de amanhã) e, derrotado, salto da cama para impedir que eu permaneça deitado em vão, aguardando um sono que insiste em não vir.
Tem algo nesse travesseiro que não me deixa dormir. Mal deito minha cabeça e o pensamento roda torturando as ideias com perversidade e mal presságios. É acendendo a luz do quarto e danando a escrever que espero chegar o sono sem perceber.

domingo, 14 de julho de 2013

26.01.2007

Nem toda curva é perigosa.
Nem todo giro deixa tonto.
Nem todo risco é de morte.
Mas nunca é demais prudência ao acelerar.
Pensar pra responder.
E não contar somente com a sorte.

Certas coisas que fazemos, 
por mais tontas que pareçam,
nos põe em perigo a vida inteira.
Nem toda emoção é prazer.
Mas não conhece limites
quem não chega na beira.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Versão 10.07.2013 de 23.02.2012

Um grito para me libertar de mim, será que resolve?! Um grito, um susto, uma pressão, uma obrigação, uma corrida; eu peço, o que quer que seja, para domar todo esse meu instinto confuso e palerma, todo esse meu talento para o que me desvia de um caminho mais útil e produtivo. Um balde de água fria para me acordar desse torpor insano, desse eterno adiamento do que devo fazer. Um choque, um chute, um murro, uma ameaça; seja lá o que for, mas seja para me sacudir e arregalar os olhos e fazê-los ver além do que me cega e me acostuma.

domingo, 7 de julho de 2013

Suicídio*

Um corpo caído, estatelado no chão. 8 andares. Susto e sangue em torno do corpo. Trânsito parado. O corpo parado e o sangue escorrendo.  Queda interrompida pela calçada. Muitos ossos quebrados e um rio de sangue a caminho do esgoto. Muita gente em torno do corpo, olhando pro corpo e pro alto. Olhando para a varanda do oitavo andar, dava pra imaginar um trajeto rápido, muito vento no rosto e o olhar arregalado de medo, talvez... Muitas dúvidas em torno do corpo. Muita gente. Muitas lágrimas. Muito sangue. "Alguém chame a ambulância! Alguém ligue pra mãe dele..." - gritaram!


* 28.04.2012.

Versão 07.07.2013 de 08.06.2011

Faço das suas palavras minha poesia.
E do seu silêncio, minha agonia.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Versão 03.07.2013 de 15.01.2013

E aquelas orações que fez quando criança, pedindo o melhor às pessoas que amava, talvez tenham perdido a validade...

domingo, 30 de junho de 2013

27.06.2012

Eu fodo a ti
Eu fedo a ti

quarta-feira, 26 de junho de 2013

12.03.2013

A cidade não é sem mim
que ando por ela temeroso
de dar um passo em falso,
tropeçar no perigo
e cair no buraco.
Eu carrego a cidade em mim:
nos ombros a tensão
de errar o atalho;
nas pernas a agitação
de chegar apressado;
nos braços o alerta
para me defender dos assaltos.

domingo, 16 de junho de 2013

08.06.2013

Dei para não terminar o que escrevo,
meio como quem adia,
meio como quem desiste mesmo.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

12.06.2013

O futuro parece moeda
presa num barbante,
sempre que a gente quase a pega,
alguém a puxa
para mais distante.
Mas o presente
é que é o tesouro,
especialmente
quando é possível dividi-lo
com o outro.
Eu tenho me flagrado tão contente
por te ter no meu presente.
Por amor,
Fica mais,
fica assim,
fica para sempre.

26.06.2011

As palavras são objeto maleável para você. Quando leio o que você escreve vejo tanta sinuosidade, tanta leveza apesar de toda dureza e dor despejadas. E eu sou tão reto tão preso tão limitado, que te invejo. Pareço mentira perto do que você escreve.

domingo, 9 de junho de 2013

O pombo e a fresta*

Imagem de arquivo pessoal

* 10.05.2013.

Versão 05.12.2012 de 24.10.2008

Eu não quero curar teus traumas, medos e inseguranças
Mas também não quero apenas seu gozo em minha cama
Eu não espero que me entenda
Nem me peça que eu me explique

quarta-feira, 5 de junho de 2013

12.12.2012

Perdão por tudo o que fiz e você nem sabe. Não vou contar, basta que feche meus olhos e lembre cada detalhe. Seu sorriso e carinho me maltratam sem saber, quero fugir, dizer que é melhor assim... Não, não te direi nada, apenas o suficiente para que perceba o quanto não sou o que deseja de mim. O que espera de mim não virá, não mandou recado nem sequer representante. É algo que não existe, que não posso dar. É muito mais do seu desejo do que das minhas possibilidades. Você sofrerá, eu sei. Eu já venho sofrendo calado e não espero com isso compensar o que você passará em seguida. Será doloroso e saber disso só me pesa cada vez mais.

domingo, 26 de maio de 2013

Versão 26.05.2013 de 24.12.2009

Tem coisa que não se entende.
Tem coisa que não se explica.
Tem coisa que nos confunde.
Tem coisa que nos ensina.
Tem cada coisa nessa vida!

quarta-feira, 22 de maio de 2013

22.09.2010 e 07.11.2012

É tudo muito urgente.
Tudo muda, gente.
Tudo muda a gente.
Tudo muda tão rápido.
Que a gente nem sente.

domingo, 19 de maio de 2013

20.05.2012

Eu não sei ir só, embora seja na solidão que me assumo. Eu nem sequer sei do que falo, pois não consigo discernir o que vejo entre o que é e o que aparenta.

16.06.2012

Não é porque não te entendo que você não sabe o que está falando. Mas se você não souber e mesmo assim eu te entender, há no que foi dito algo de coerente que em alguma instância conecta o nosso pensar.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

06.04.2012

Eu não espero mágica, mas creio no mistério
Eu ando tão sério
Eu tropeço no ar, mas suspendo a queda
Eu ando tão depressa
Eu quase corro para não me verem passar
Eu só queria me esbarrar
em você.

domingo, 12 de maio de 2013

08.05.2013*

O sapato
apressado borrou
o piso
riscado de giz:
era um poema
rimado
de quinta
que só fez
sentido quando
o sapato
apressado dobrou
a esquina.


* Inspirado em Vanessa Carvalho.

19.04.2013

E o que tenho feito?
Gastando em verbo
todo o meu desejo
que não é possível
verter num beijo.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Pedaço de 21.01.2012

Nenhum gosto doce engana meu paladar

Versão 08.05.2013 de 11.10.2010

Quando quase sonhava, acordou. Seu sono que nunca fora tão pesado passou então a flutuar. Bateu a insônia anunciada com as palavras misturadas de Clarice, lidas um pouco antes de deitar - as mesmas palavras que o embalaram no seu leve sono, agora o roubavam como um pesadelo. Abriu os olhos. De repente o travesseiro fisgou seu pescoço, o colchão tencionou seus músculos e o lençol passou a lhe beliscar o corpo inteiro. Revirou-se inquieto e impaciente. Não resistiu. Saltou da cama, acendeu a luz e pôs-se a escrever com a letra corrida mesmo sobre o medo de não estar vivo, de estar enganado esse tempo todo sobre a vida que ganhou (de quem?). Não era sonho.

domingo, 5 de maio de 2013

05.05.2013

- Pai, quem foi Trois?!
- Quem meu filho?
- Trois, o cara que você e minha mãe querem homenagear com o rapaz que você tava falando no telefone ainda agora! Eu posso ir também?!

Versão 05.05.2013 de 18.11.2012

Talvez não fosse a hora de dizer aquilo,
mas quando vi, já havia dito.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Trecho de 31.03.2013

E se estivermos todos errados?
Se todo esse avanço
não passar de ilusório atraso?

domingo, 28 de abril de 2013

28.04.2013

Eu me engano
Eu me esgano

quarta-feira, 17 de abril de 2013

21.08.2012 com o fim levemente alterado em 17.04.2013

Não quero ser fatalista,
profético ou dramático.
Não quero pensar no mal;
nem imaginar o pior.
Mas a nuvem que paira
sobre minha cabeça,
clamo a quem a impeça,
que ela não desça.
Que não chova.
Que eu não me ouça.
Contudo sinto o cinza
acumular-se ao redor.
Avoluma-se e condensa-se
assombrando meu pensar,
cegando o horizonte.
E durmo sem saber
onde vou acordar.
Não quero definir
a sentença
ou rogar praga -
imagina sobre mim;
não, não quero
me molhar.
Mas é que quando olho
para cima e ergo os
dedos suavemente,
sinto a fria agonia
de uma longa tempestade,
prestes a cobrir o resto
dos meus dias.

domingo, 14 de abril de 2013

23.12.2012

Se é pra lamber, me deixe babado.
Se é pra morder, arranque o pedaço.
Se não for você, não sou eu do outro lado.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Versão 10.04.2013 de 20.01.2013

Ela que dorme
tanto
Que foge
o quanto
pode de si

Me diz que
vai tudo bem
Mas nem preciso
estar perto
E já sinto
que não é feliz

Abre seus olhos
eu peço, por favor
Levanta dessa cama
Descobre o que
ama.
Não me faz
chorar.


* (Ela que continua deitada já não me faz mais derramar lágrimas. Estão todas guardadas para quando o pior piorar. Nessa hora preciso eu estar bem, porque ela que já não reconhece o que tem, que já não distingue o que vê do que imagina, que fala o que pensa sem pensar, segue para longe de si a passos largos sem sequer sair do quarto. Preciso então manter-me firme na esperança de uma reviravolta repentina ou no medo suprimido de não vê-la mais levantar) - 19.03.2014.

domingo, 7 de abril de 2013

Última frase de 13.10.2012

O espaço é arranhado pelo tempo sob meus impassíveis olhos.

Versão 07.04.2013 de 18.06.2008

Queria encontrar a frase perfeita para deixar claro o quanto te quero bem. Mas não consigo organizar as palavras de uma forma que quando ditas você saiba sem dúvida que é isso o que sinto. Mas já nos disse Caio Fernando Abreu, "as palavras são traiçoeiras"!
Resta-me a tentativa: Se o que te falta é o meu amor, desses que você tanto me diz e só ouve o próprio eco como resposta; talvez ele de fato demore a saltar da minha boca... É que há algo impedindo sua saída, um instinto alertando sobre toda essa paixão ostentada por você com tanta facilidade. Calma, isso não significa que falte um sentimento carinhoso por você circulando dentro de mim. Talvez só não seja o momento dele sair... Eu gosto assim.


(Nada como sentir o tempo passar e encontrar nesse contínuo as palavras que faltavam, que eram difíceis de serem reconhecidas, assumidas, não para o outro somente mas para mim mesmo. E melhor ainda é perceber que mesmo com todas essas frestas verbais, o instinto nunca me faltou completamente. Eu posso tê-lo ignorado, por ingenuidade, carência ou fé, só não posso dizer-me abandonado por ele) - 07.04.2013.

domingo, 31 de março de 2013

18.11.2012

Eles estavam tão perto que se resolvessem olhar um para o outro suas bocas se encontrariam num beijo. Espremidos no parapeito da janela conversavam sobre suas vidas, suas mortes, seus encontros e despedidas. Ali tão juntinhos, de frente para o céu quase sem estrelas, mas não nublado, diziam do perigo de estarem abandonados, do desejo de dançar, enquanto o vento que passava ameaçava derrubar as latas vazias de cerveja. Às vezes se olhavam, não ao mesmo tempo, para não correrem o perigo ou na esperança de... O diálogo foi para tantos lugares durante aquele longo tempo em que ficaram quase estáticos. Foi quando resolveram deixar a varanda e ir para a sala, no mesmo instante.

domingo, 24 de março de 2013

12.11.2012

Está tudo tão errado
que nem adianta
mudar de lado
Fique onde está
seja como for
o barco vai virar
E não há colete
salva-vidas
Torça para os tubarões
não farejarem
nossas feridas
Sim, o estrago
é grande,
e não estranhe
se por acaso
aparecer
um tsunami

quarta-feira, 20 de março de 2013

18.03.2013

Não é apenas
saudade
é muito medo
de nunca saber
como, por que.
Em um ano
isso mudou tão pouco
e toda noite pergunto
por você.
Quando não,
no amanhecer.
É tanto desejo
de te ver novamente;
que quando sonho,
esqueço: o tempo
só anda pra frente.

domingo, 17 de março de 2013

13.03.2013

Um cisco dançou no vento
e encontrou meus olhos castanhos.
Foi engraçado esse momento;
Chorei, para os estranhos.

27.06.2010

Tenho medo de tudo que é assim
tão rápido e bonito
De tudo que parece ser exatamente
o que desejamos para nós
O que os outros desejam para si
Tenho medo da crença dos outros em mim.

domingo, 10 de março de 2013

Trecho de 12.12.1998

Ninguém entende.
Ninguém vê o que não mostro.
Mas é visível. Eu olho.

02.10.2011

Às vezes é assim...
Mesmo de mão dupla,
as vias insistem
em se confundir!

domingo, 3 de março de 2013

Trecho de 03.06.2012

A estrada não é visível em sua completude. Mas é possível saber sua infinitude, basta olhar sem medo para o horizonte onde ela parece terminar, afunilando, duas linhas paralelas se encontrando, ali bem ali ela está apenas começando, no infinito as coisas não acabam, permanecem em transformação. O que vem agora é o infinito, o instante exato do encontro das linhas, o recomeço...

Palmeira dos Índios/AL, 2010.

domingo, 27 de janeiro de 2013

03.11.2010

Essa pausa antes de escrever um dia me mata, porque ela me diz que eu não tenho mesmo o que dizer. Tenho apenas insistência. Essa mania de jogar com as palavras ainda me deixará em apuros. Calarei por hora até ser assaltado de fato pelo desejo real de dizer o que se passa por aqui.

26.01.2013

Salvador/BA - 26.01.2013
A máquina nem é tão boa assim
O fotógrafo muito menos
Mas o programa de edição...

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

06.04.2009

Como pedir que você não goste de mim do jeito que você já está gostando?

domingo, 20 de janeiro de 2013

Versão 20.01.2013 de data desconhecida

Chore,
chore mesmo,
sinta dor,
sinta falta,
lamente-se,
arrependa-se
pelo o amor,
que borrou,
que estragou,
que acabou.
Agora saia,
parta, siga
sua vida de
lágrimas e
feridas,
de faltas
e mentiras.
Que da minha
não sobrou
nenhuma
cantiga.

02.01.2009

E tenho andado assim
E tenho buscado a mim
Buscado reencontrar
E tenho ido solto
E tenho me revoltado
com o que sou agora
e tenho lutado
para mudar
para transformar
para melhorar
E tenho pensado muito
em tanta coisa
Mas falta mira
Falta foco
Falta ponto fixo
E tenho dormido tarde
desregulado o sono


(Sensação de não ter mudado muito esse tempo todo. Sensação de ainda querer e pensar do mesmo jeito desde sempre e para sempre. Sensação de que amanhã não será muito diferente) - 20.01.2013.

domingo, 13 de janeiro de 2013

13.01.2013

Olinda/PE, fevereiro de 2010

Contando os dias
e no pensamento
costurando as fantasias

Primeira metade de 17.11.2012

Vou te dar um dicionário
Para você não me confundir
mais com o que não se faz.

domingo, 6 de janeiro de 2013

07.07.2012 e 06.01.2013

Por que tanta demora pra ir deitar?! Por que? O que eu espero tanto que aconteça antes de dormir, que acabo ficando acordado, virando a madrugada, adiando o sono acumulado?!

Primeiro trecho de 11.12.2011

O caldo engrossou, desandou a mexida e toda a sobremesa talhou com o excesso de palavras amargas acumuladas. Vida não tem receita, a gente acerta errando, a gente pensa que aprende e erra de novo, a gente culpa o outro, a gente acredita nas mentiras que contamos para nós mesmos. A vida não tem volta, mas todo dia é nova partida e mesmo se tomar cuidado com os passos, tropeça-se ainda assim. Sempre se tropeça inclusive no acerto, porque o que é doce para um pro outro é azedo.