quarta-feira, 17 de abril de 2013

21.08.2012 com o fim levemente alterado em 17.04.2013

Não quero ser fatalista,
profético ou dramático.
Não quero pensar no mal;
nem imaginar o pior.
Mas a nuvem que paira
sobre minha cabeça,
clamo a quem a impeça,
que ela não desça.
Que não chova.
Que eu não me ouça.
Contudo sinto o cinza
acumular-se ao redor.
Avoluma-se e condensa-se
assombrando meu pensar,
cegando o horizonte.
E durmo sem saber
onde vou acordar.
Não quero definir
a sentença
ou rogar praga -
imagina sobre mim;
não, não quero
me molhar.
Mas é que quando olho
para cima e ergo os
dedos suavemente,
sinto a fria agonia
de uma longa tempestade,
prestes a cobrir o resto
dos meus dias.

3 comentários:

Rick disse...

Aproveita e dança na tempestade.
Boa tarde. "_"

João disse...

Versos fortes, apenas isso a declarar.

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Concluí as provas, mas estou com muita preguiça esses dias pra te escrever com mais calma.
Eu mereço uma pausa!

Até, querido.

Gracita disse...

Se não como fugir procure ver a beleza em cada gotícula cristalina e faça desta visão um momento de prazer e delícias.
Uma linda semana pra você
Beijos Gracita