quarta-feira, 10 de abril de 2013

Versão 10.04.2013 de 20.01.2013

Ela que dorme
tanto
Que foge
o quanto
pode de si

Me diz que
vai tudo bem
Mas nem preciso
estar perto
E já sinto
que não é feliz

Abre seus olhos
eu peço, por favor
Levanta dessa cama
Descobre o que
ama.
Não me faz
chorar.


* (Ela que continua deitada já não me faz mais derramar lágrimas. Estão todas guardadas para quando o pior piorar. Nessa hora preciso eu estar bem, porque ela que já não reconhece o que tem, que já não distingue o que vê do que imagina, que fala o que pensa sem pensar, segue para longe de si a passos largos sem sequer sair do quarto. Preciso então manter-me firme na esperança de uma reviravolta repentina ou no medo suprimido de não vê-la mais levantar) - 19.03.2014.

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