quarta-feira, 26 de junho de 2013

12.03.2013

A cidade não é sem mim
que ando por ela temeroso
de dar um passo em falso,
tropeçar no perigo
e cair no buraco.
Eu carrego a cidade em mim:
nos ombros a tensão
de errar o atalho;
nas pernas a agitação
de chegar apressado;
nos braços o alerta
para me defender dos assaltos.

Um comentário:

João disse...

E no peito tu carrega a fumaça de todos os carros, né?

Parece um pouco comigo.
Vi um cara na rua hoje que lembrou você. Saudades!