quarta-feira, 31 de julho de 2013

31.07.2013

Maceió/AL - 02.06.2013

 A parabólica mirou o céu
num dia multicor,
de calor que soltava fumaça
Os sinais se confundiram,
e na tv, a imagem embaçava.

31.07.2013 ou

No tempo de um download enquanto a bateria anuncia seus últimos minutos de vida, o tempo de um ameaçando o tempo do outro, invento um poema, um parágrafo, uma sequência corrida de palavras... Uma experiência com o tempo que às vezes (pausa para assistir a uma aranha caminhando desengonçadamente pela parede do quarto. Sumiu da minha vista) deixo correr antes de dizer. O arquivo foi mais rápido, o texto perdeu um pouco o sentido, a bateria vermelha parece mais cansada que eu. A experiência me levou a...

domingo, 28 de julho de 2013

28.06.2012

É saudade, quem saberá? Tantos pensamentos distantes, amarelados, tantas imagens borradas... Há um sorriso escondido no passado, gargalhadas, olhares... Tem solidão também, alguém diz?! Pudera olhar e dar conta do que não é visível... O café, a faxina, o cansaço, as mensagens, os telefonemas... Cadê todo mundo? Tá no meio do mundo, e aqui no meio, vazio.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

28.04.2013

O meu corpo tem pensado
que, talvez, esse tempo todo
esteve enganado.

domingo, 21 de julho de 2013

30.12.2012*

Praia de Tabuba, Barra de Santo Antônio/AL - 23.06.2013

Se é para terminar
que seja assim:
levando as cores
pra baixo do mar.*

quarta-feira, 17 de julho de 2013

15 e 16.11.2011

Uma hora lutando com o travesseiro (em busca da melhor posição que me leve os sentidos e eu possa caminhar de olhos fechados para o dia de amanhã) e, derrotado, salto da cama para impedir que eu permaneça deitado em vão, aguardando um sono que insiste em não vir.
Tem algo nesse travesseiro que não me deixa dormir. Mal deito minha cabeça e o pensamento roda torturando as ideias com perversidade e mal presságios. É acendendo a luz do quarto e danando a escrever que espero chegar o sono sem perceber.

domingo, 14 de julho de 2013

26.01.2007

Nem toda curva é perigosa.
Nem todo giro deixa tonto.
Nem todo risco é de morte.
Mas nunca é demais prudência ao acelerar.
Pensar pra responder.
E não contar somente com a sorte.

Certas coisas que fazemos, 
por mais tontas que pareçam,
nos põe em perigo a vida inteira.
Nem toda emoção é prazer.
Mas não conhece limites
quem não chega na beira.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Versão 10.07.2013 de 23.02.2012

Um grito para me libertar de mim, será que resolve?! Um grito, um susto, uma pressão, uma obrigação, uma corrida; eu peço, o que quer que seja, para domar todo esse meu instinto confuso e palerma, todo esse meu talento para o que me desvia de um caminho mais útil e produtivo. Um balde de água fria para me acordar desse torpor insano, desse eterno adiamento do que devo fazer. Um choque, um chute, um murro, uma ameaça; seja lá o que for, mas seja para me sacudir e arregalar os olhos e fazê-los ver além do que me cega e me acostuma.

domingo, 7 de julho de 2013

Suicídio*

Um corpo caído, estatelado no chão. 8 andares. Susto e sangue em torno do corpo. Trânsito parado. O corpo parado e o sangue escorrendo.  Queda interrompida pela calçada. Muitos ossos quebrados e um rio de sangue a caminho do esgoto. Muita gente em torno do corpo, olhando pro corpo e pro alto. Olhando para a varanda do oitavo andar, dava pra imaginar um trajeto rápido, muito vento no rosto e o olhar arregalado de medo, talvez... Muitas dúvidas em torno do corpo. Muita gente. Muitas lágrimas. Muito sangue. "Alguém chame a ambulância! Alguém ligue pra mãe dele..." - gritaram!


* 28.04.2012.

Versão 07.07.2013 de 08.06.2011

Faço das suas palavras minha poesia.
E do seu silêncio, minha agonia.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Versão 03.07.2013 de 15.01.2013

E aquelas orações que fez quando criança, pedindo o melhor às pessoas que amava, talvez tenham perdido a validade...