quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Versão 06.11.2013 de 14.08.2013

Sacudo as mãos sobre a cabeça como quem espanta insetos ou talvez mesmo morcegos. Sacudo-as na esperança de afastá-los de mim - não os insetos ou morcegos, mas os pensamentos. Sacudo as mãos, a cabeça, buscando um jeito de me distrair, de me confundir e, como quem engana um vigilante, sumindo, desaparecendo de sua vista para finalmente poder relaxar mais os ombros, afundar o corpo na cama com calma, no chão, na cadeira, sem pesar, sem tensão. Sacudo-me inquieto na esperança de encontrar a melhor posição, a melhor postura, o "melhor" corpo. O corpo sem depois.

Um comentário:

Helena disse...

O corpo sem depois... seria a morte?