domingo, 29 de dezembro de 2013

05.10.2010

Nessa insistência de prever futuros tristes, o presente se esvai em desânimo. O caminho se torna desinteressante e antes que se imagine a tragédia em detalhes, já se encontra deitado no abafado do seu quarto escuro lamentando as dores calculadas.

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

25.12.2008

Olharei nos teus olhos
Encherei meus pulmões de ar
pra te dizer
em silencio
que tudo mudou e ainda assim
sou o mesmo
Te olharei profundamente
e antes que você diga algo
ou me abrace
meus olhos te intimidarão
meus olhos te cegarão
meus olhos devorarão os seus
Parados frente a frente
eu te olharei
de cima a baixo
eu te direi
em silêncio
o quanto doeu
o quanto passou
o quanto não passa
o quanto você
não soube
amar

domingo, 22 de dezembro de 2013

15.05.2009*

Muito obrigado por todo esse curto tempo juntos. Embora curto, muito intenso e importante para mim. Sair da casa dos meus pais foi um momento decisivo na minha vida. Ter feito isso para morar contigo me faz crer que fui feliz na minha escolha. Obrigado por me acolher, por acreditar na química da nossa amizade para me deixar entrar na sua vida tão intimamente (com todo respeito, claro). Aprendi muito. E levo comigo essa experiência como um exemplo a ser seguido nessa nova fase, nessa nova mudança (será que tomei gosto e não pararei mais?). Peço também desculpas por qualquer coisa que tenha te desagradado, te deixado triste ou magoado. Às vezes na proximidade constante, a rotina nos põe em situações desagradáveis, daí a distância para reafirmarmos dentro de nós o quanto amamos quem temos sempre à mão. Você foi como uma família esse ano. E será sempre daqui por diante. Sempre que precisar e achar que posso ajudar, não hesite em me chamar. Te amo muito meu amigo-irmão! Fique bem sempre. Amor. Felicidades. Saúde. Sucesso... Uma feliz mudança para a gente!


* Para Caju.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Testamento II*

Deixo tudo que não passou de desejos
para vocês realizarem;
Deixo o resto comigo
que é pouco ou quase nada:
pedaços de uma história
mal contada.
Deixo a todos da família
a tristeza da partida
Levo comigo a metade
Deixo essa droga de morte
e vou viver a minha vida
com o que sobra de vontade.


* Projeto RR. Releitura de 06.01.2011 (Testamento) em 18.12.2013.

Trecho de 26.11.2011*

Nossa, como eu só tão enrolado pra te responder uma só pergunta. É pra você ter noção da complexidade de te dar essa resposta! Te amo hoje porque hoje nunca acaba, embora os dias escureçam e voltem a clarear. Esse "não" definitivamente não é uma despedida, pois sua presença em minha vida é inestimável e necessária. Não penso em sumir nem desfazer contato, ao contrário, fortalecê-lo sempre mais, para garantir as próximas vidas com o que essa nos trouxe de melhor, o amor! Te agradeço por pensar em mim e querer o melhor, por saber que a vida é tão difícil e que talvez eu tão solto possa me perder na correnteza. Obrigado por me lançar essa bóia e me perdoe se eu prefiro ficar na água aprendendo a nadar! Queria tanto um abraço teu, meu amigo, que meu olho chega a molhar.


* Para M.H.R.

domingo, 15 de dezembro de 2013

01.2009*

Estou organizando meu quarto desde o dia 29/12... Não o quarto em si, mas todas aquelas coisas que preenchem nossas gavetas e caixas de sapatos, aquelas lembranças em forma de papel e outras bugingangas - pode-se dizer que são a alma do quarto? Ou melhor, nossa alma no quarto, uma verdadeira colcha de retalhos não exatamente de pano. Pode?... Enfim, tanto mofo, tanta coisa precisando de uma arejada, tanta coisa guardada há sabe-se lá quanto tempo. Meu Deus! E no meio dessas coisas, agora é a vez das cartas, encontrei o convite da sua festa de formatura, intacto, um pouco de mofo, é verdade, mas já limpei... Naquele dia a gente quase morre, mas para nossa sorte preferiram que nos divertíssemos muito! Lembra?!... Te amo que só quando a gente é amigo de infância, se vê quase todo dia pra ir junto à escola e cresce e faz teatro e faz faculdade e depois vai embora pra longe... E mesmo assim parece que ainda é vizinho!


* Para M.S.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Versão 11.12.2013 de 11.2009

Não foi raiva, nem mágoa. 
Foi tristeza mesmo. 
Uma falta de razão. 
Uma agonia que dormia e acordava comigo. 
Um sinal de interrogação.
Foi vontade de acertar os ponteiros
com as palavras, não com o silêncio.
De querer te olhar nos olhos 
e saber o que se via. 
Vontade de ver o tempo passar
e saber o que acontecia. 
De saber o que era, não o que seria.

domingo, 8 de dezembro de 2013

19.03.2013

O que fazemos todos os dias nos faz crer que essa é a única forma de viver.

08.12.2013

Não se senta e se escreve. Não palavra após palavra ininterruptamente sem tropeço, incerteza ou gaguejar. As palavras exigem pausa e seleção. O que se lê nesse momento foi construído sobre um cemitério de pontos e vírgulas, de avanços e retrocessos, de palavras apagadas ou substituídas, muitas delas já esquecidas. O que se escreve é escrito não no tempo do pensar, mas no contra-pensamento do que somente o tempo nos permite elaborar.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

domingo, 1 de dezembro de 2013