quarta-feira, 30 de abril de 2014

27.03.2014 inconcluso

Se há algo que eu não canso de aprender, mesmo quando me distraio entre as típicas inquietações da minha idade, é sobre o quanto em mim carrego de você. Te levo então em muitos dos meus sonhos e ao acordar trato logo de conferir os rumos da realidade.

22.01.2014

A que horas preciso me deitar para evitar acordar sempre antes que o despertador toque? Onde se escondem as soluções dos problemas (nem sempre meus, mas que me afetam) que insistem em zunir no meu ouvido ou mesmo gritar por atenção justo no meio da madrugada? Que horas dorme essa verme insaciável que não tem tempo ruim para me pedir mais uma migalha ou um banquete?!

domingo, 27 de abril de 2014

26.12.2012

Ele decidiu mudar. Tolice. Apenas inventou outras formas de fazer as mesmas coisas, de chegar nos mesmos lugares.

quarta-feira, 23 de abril de 2014

23.04.2013

Começou a chover. Já era tempo de amenizar o calor, de secar o suor. Chove grosso e ininterruptamente, no céu não há perspectiva do azul aparecer. Tudo cinza e molhado, o mundo desabando em água, que escorre pelas paredes, respinga nas janelas esquecidas abertas, formando poças de todos os tamanhos.

Maceió/AL - 24.04.2013

domingo, 20 de abril de 2014

Versão 20.04.2014 de 06.04.2012

Tenho medo da hora em que lembranças e fatos se misturam e a única coisa que consigo expressar é o olhar agudo e silencioso da interrogação.

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Versão 26.03.2014 de 15.01.2014

A parede abraça
o quadro por trás
Conta-lhe tudo
o que tem ouvido
e o quadro cai.

domingo, 13 de abril de 2014

Trecho final de 10.04.2014

Escrevo para nos salvar de mim e de tudo que há entre nós e eu não sei desatar.

quarta-feira, 9 de abril de 2014

26.12.2013

Eu imagino que seja assim, estamos cercados por uma membrana invisível que ocupa todo o espaço "vazio" e a cada movimento esse mesmo espaço é obrigado a se reajustar, o que afeta os demais espaços e a vida de quem os habita proporcionalmente à intensidade da ação. Estou aqui escrevendo esse texto e enquanto faço isso sentado e você me assiste ali deitado no sofá, algo entre nós não acontece, embora se projete quando nos olhamos num instante em que não defino a palavra mais apropriada para o que quero dizer... Algo entre nós não acontece nesse momento, é adiado, talvez desmarcado para sempre... Algo acontece no momento em que escrevo essas palavras e o fato de estar aqui sentado, apesar do movimento estar basicamente restrito aos meus dedos tocando o teclado do notebook, eu puxo, estico ou retraio a tal membrana e isso te obriga a fazer outra coisa, não a reagir precisamente ao que faço, mas a fazer algo que preencha o espaço que deixo vazio em você.

domingo, 6 de abril de 2014

Versão adaptada de pequeno trecho de 19.11.2013

E se não houver amanhã como o esperado? Se os meus problemas, os problemas que giram na minha cabeça, destruírem o mundo nessa madrugada; quando eu acordar, quem vai pôr ordem em toda essa desgraça?!

06.12.2010

Esse fogo todo
é por tudo
o que não houve.
Por tudo o que
de tanto adiarmos
tornou-se inviável.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Última frase de 27.04.2013

Tem algo apenas comigo que me faz duvidar do que sinto.