quarta-feira, 9 de abril de 2014

26.12.2013

Eu imagino que seja assim, estamos cercados por uma membrana invisível que ocupa todo o espaço "vazio" e a cada movimento esse mesmo espaço é obrigado a se reajustar, o que afeta os demais espaços e a vida de quem os habita proporcionalmente à intensidade da ação. Estou aqui escrevendo esse texto e enquanto faço isso sentado e você me assiste ali deitado no sofá, algo entre nós não acontece, embora se projete quando nos olhamos num instante em que não defino a palavra mais apropriada para o que quero dizer... Algo entre nós não acontece nesse momento, é adiado, talvez desmarcado para sempre... Algo acontece no momento em que escrevo essas palavras e o fato de estar aqui sentado, apesar do movimento estar basicamente restrito aos meus dedos tocando o teclado do notebook, eu puxo, estico ou retraio a tal membrana e isso te obriga a fazer outra coisa, não a reagir precisamente ao que faço, mas a fazer algo que preencha o espaço que deixo vazio em você.

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