domingo, 29 de junho de 2014

06.08.2013 com pequena alteração em 29.06.2014

Ela calada causa agonia, irritação.
Mas se fala, recebe um não.
Nunca o que diz faz sentido ou interessa.
Nunca é motivo para uma conversa,
porque banal ou desconhecido dela.
Mas daí ela se cala, não aguentam,
imploram que fale
que faça algo diferente.
E quando ela tenta,
lhe retornam com indiferença.

De quem é a culpa?
Não interessa. Nunca será nossa
(incluindo ela).
Sempre será (unicamente) dela.

E ninguém experimenta testar outra coisa,
(efetivamente) outra forma de agir.
Ninguém pensa em mudar a si,
porque quem tem que mudar
é ela, que não pode ser quem é.

Um comentário:

Gyzelle Góes disse...

Ser quem somos é um risco desde sempre, uma pena... Adorei a poesia