quarta-feira, 17 de setembro de 2014

03.06.2014

Implodo de não querer fazer tudo o que devo. Deito, não me mexo. Durmo como se atropelado de cansaço, não faço ideia de onde brota todo esse sono falso. Caio em mim e não me tiro do buraco, o poço é alto. A vista não alcança e não me diz ao certo se escalo ou me rasgo tentando subir. Penduro-me de um dia para o outro deixando-me todo hoje incompleto de ontem. Temo não chegar, não fazer, não terminar, atrasar tudo e me perder por mais simples e reto que se apresente o caminho. Curvo-me em monotonia, tédio na espinha, arrepio-me infeliz.

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