domingo, 29 de março de 2015

21 e 29.01.2015*

Para você que ronda penhascos nesse momento, desejo: não olhe para baixo. E não se envergonhe de dar um passo atrás. Mesmo dois, não é mal, acredite. Desejo: feche os olhos e mude a paisagem que se constrói aí dentro de você. Daqui, desse lado, não sei quão distante nos encontramos. Sei apenas que o meu pensamento viaja agora na sua direção, na esperança de te tocar de alguma forma e te ajudar a não cair, mas antes a levantar voo.

* A G. F.

quarta-feira, 25 de março de 2015

25.03.2015

Na calçada dividida
por linhas retas
a vida fez nascer
diversas rachaduras
irrequietas
pra você ver
que até no cimento
pode surgir poesia
quando age o tempo.

domingo, 22 de março de 2015

01.02.2015

Essas coisas vão nos destruir, eu sinto. Existem passos que não devem ser dados solitariamente. Abri precedentes para entendimentos desconfortáveis, que testam a força do que somos. Não sei o quanto te feri, o quanto doeu por trás do seu sorriso indiferente. O que talvez você não saiba e nem venha a acreditar, por mais que eu te diga, é que essa possibilidade de caminho apenas alimentou ainda mais o desejo de não me desviar de você!

quarta-feira, 18 de março de 2015

21.01.2015

Esqueça... Esse é um belo começo. Provisório, como todos.

domingo, 15 de março de 2015

Série XXX - 2/?

Aperta logo o teu dedo nervoso nesse botão, para me ver soltar flash pelos olhos e capturar o suor do teu corpo no meu.


* 29.01.2015.

quarta-feira, 11 de março de 2015

02.12.2014

Depois do tempo corrido,
dos feitos e ditos,
dos padrões estabelecidos;
tudo tão bem compreendido,
a esperança parece
ter falido.

Aprox. 12.08.2008

De todas as promessas que você me fez e não cumpriu - chocolate, celular, perfume, tatuagem, sorine... - a única da qual sempre fiz questão foi a de jantarmos juntos. Hoje, eu só peço que cumpra sua palavra de não me ligar nunca mais!

domingo, 8 de março de 2015

13.12.2014

Não se faça de vítima
não me acuse de intrigas
essas ruínas
não são somente obras minhas

quarta-feira, 4 de março de 2015

Com amor*

Estou organizando meu quarto desde o dia 29/12... Não o quarto em si, mas todas aquelas coisas que preenchem nossas gavetas e caixas de sapatos, aquelas lembranças em forma de papel e outra bugigangas - pode-se dizer que são a alma do quarto? Ou melhor, nossa alma no quarto? Uma verdadeira colcha de retalhos não exatamente de pano? Pode?... Enfim, tanto mofo, tanta coisa precisando de uma arejada, tanta coisa guardada há sabe-se lá quanto tempo. Meu Deus! E no meio dessas coisas, agora é a vez das cartas, encontrei o convite da sua festa de formatura, intacto, um pouco de mofo, é verdade, mas já limpei... Naquele dia a gente quase morre, mas para nossa sorte preferiram que nos divertíssemos muito! Lembra?!... Te amo que só quando a gente é amigo de infância, se vê quase todo dia pra ir à escola junto e cresce e faz teatro e faz faculdade e depois vai embora pra longe... E mesmo assim parece que ainda é vizinho!  Ótimo 2008! Ótima vida! Beijos!


* Início de 2008.

domingo, 1 de março de 2015

18.06.2008

Deixei meu nariz de palhaço guardado na bolsa, para o caso da gente se encontrar de repente, vai que a gente se esbarra... Tem algo na sua voz e no que você me conta sobre você que me soa com um ar de ingenuidade e isso me amedronta. É algo que não sei explicar exatamente, mas é dito de uma forma que eu...
De repente caiu a ficha de que todo cuidado é pouco e o que se há de fazer é não deixar de falar, ainda mais quando o que nos sustenta basicamente são as palavras. Mas do que nós estamos falando realmente? O que deve ou não ser dito? Como dizer e ser compreendido? O que existe em nossos silêncios?!

18.12.2014

Quanto mais se delimitam os problemas
tanto mais as soluções se desdobram em dilemas.