quarta-feira, 15 de abril de 2015

04.02.2015

De novo essa tensão, essa pausa, essa constatação de que não há o que dizer. Os dedos, inertes, aguardando algum comando, alguma ideia que tome o corpo e os conduza agilmente entre as letras do teclado. Mas nada os move e se algo nesse momento é escrito é puro vazio, nada que de fato reflita ideias pulsantes e inquietas; apenas despiste, desvio. Talvez, na melhor das hipóteses, nesse dia tão ausente delas, um ensaio, um esquente, um engate para algo que necessite assim de um gradiente textual, um degradê de coisas ditas que apresente numa ponta as mais complexas e profundas e na outra, todas aquelas esquecíveis e dispensáveis. Tem dias, como esse, que cerco-me da certeza de que nunca avancei, realmente, para além dessas últimas.

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