quarta-feira, 29 de abril de 2015

06.12.2014

Andarei lento pela cidade como se as esquinas não me ameaçassem. Seguirei devagar entre ruas e calçadas, becos e comércios. Não buscarei por nada, exceto por mais chão, deixando para trás a poeira que meus sapatos levantarem, com muito esforço, ao passar. Observarei de perto cada muro, placa, árvore, bicho, gente, prestando atenção em cada mudança de respiração, cada irregularidade do piso, cada devolução de olhar. Com sorte, me perco.

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