quarta-feira, 22 de abril de 2015

10.02.2015

Represa reteve uma dor que veio como uma onda, não das grandes, apenas o prelúdio de algo maior. Tem uma nova era sendo anunciada pelo movimento das placas tectônicas do meu juízo (ou falta dele). Há um novo tempo, talvez nem tão novo, mas outro apenas. O chão dentro de mim se racha e se pareço imóvel é porque estou desesperadamente tentando me manter de pé diante de tantos tremores. Quando falei contigo senti amor daqueles que sofre, daqueles dos filmes tristes, senti amor que só dá pra saber quando se afasta, mas quando se afasta a dor é tamanha que os olhos se fecham. Engasguei mas fingi fluidez. A onda não transbordou, por hora.

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