quarta-feira, 20 de maio de 2015

17.07.2013

O sono desabraçou-me sorrateiramente, pondo sobre a cama, ao meu lado, no seu lugar, uma coberta de ansiedade que acendeu-me os olhos ainda ardidos de um quase sonho. Já fizera isso outras vezes, mas havia tempos atreguara-se; surpreendendo-me agora com a retomada desse antigo hábito, impacientando meu juízo com a luz de um futuro-fantasma infeliz. 
Não há oração que me nine ou canção que me distraia, e assim sou obrigado a inventar palavras acolchoadas e ortopédicas onde eu possa deitar meu pensar com certa tranquilidade, para tentar despertar logo mais, menos assombrado.

Um comentário:

Gyzelle Góes disse...

As palavras nos assombram e as suas completam a poesia