quarta-feira, 29 de julho de 2015

18.02.2015

Talvez não seja o caso, meu amor, de anunciarem no noticiário. Mas deixe o rádio ligado! Os raios e trovões que assustam sua gata sou eu chegando molhado para lavar o chão da sua casa. Essa tempestade sou eu cobrindo cada bairro dessa cidade, acordando as crianças nos berços e camas e intimidando os veículos, seguindo na direção da sua morada, sem pena de encharcar as paredes dos edifícios e alargar os buracos da estrada... Se sua porta agora treme, talvez já seja eu querendo entrar iluminado e barulhento a fim de te tirar o sono. Invado cada cômodo na mesma velocidade que seus olhos me acompanham úmidos e arregalados.

Um comentário:

Gyzelle Góes disse...

sinto um aperto na saudade que leio de ti