quarta-feira, 9 de setembro de 2015

03.08.2015

Fui tomado de silêncio diante da minha ignorância, da minha prepotência, do meu egoísmo. Calei quando me vi cheio de mim, incapaz de acolher o outro. E quando percebi, um pouco tarde, minguei, engelhei, feito uva passa, envelheci desnecessariamente de falta e autossuficiência. Ainda não sei se é de perdão que se resolve essas coisas, penso que talvez seja apenas de calma. Calma que daqui a pouco me abro, aceito, relaxo os poros e paro de tentar interromper o que me afeta. Você me afeta e não posso impedir, não quero, embora às vezes, como dessa vez, caminhe nesse sentido idiota e mesquinho. Você me afeta e eu te afeto e sem essa afetuosidade não sei sigo. Sei apenas que não quero seguir sem seu afeto.

Um comentário:

Ricardo Monteiro disse...

Então não siga sem este... Qualquer forma de afeto, quando nos afeta de verdade, é valido.

Boa noite,