quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

02.12.2015

É de ficção que você se alimenta. Não importa se verdade ou mentira, a sua medida não é o real. O seu parâmetro é o quântico. Espaço e tempo dos seus passos se distorcem, contorcem, engalfinham-se apenas para atender os caprichos dos seus volúveis desejos. Sua trama é uma gosma gelatinosa e sufocante tanto mais se tente sair dela. Você é personagem em contínua criação, narração autossuficiente e despreocupada com o destino daqueles com quem trava diálogos. Você não passa de "era uma vez..." já ida, fodida em seu enredo, clímax previsível, falível em seu estilo de história mal contada.

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