domingo, 20 de dezembro de 2015

30.11.2015

Uma correnteza incontrolável flui por baixo desse silêncio todo. Em breve, as margens de todo esse gesto comedido e educado serão arrastadas pela ira omitida e alimentada secretamente entre nós. Haverá gritos e ninguém que puder se salvará. Seremos tragados pelo faminto redemoinho de incompreensão e dor de não sabermos lidar uns com os outros. Se toda essa água não afogar o pouco amor que boia cansado de tanto lutar contra as ondas intermitentes e cada vez maiores, talvez reste uma ilha logo ali que nos acolha e sirva de base ainda que temporária para um recomeço difícil e quase fadado ao fracasso.

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