terça-feira, 7 de junho de 2016

03.06.2016


A boca da noite manteve-se aberta por um bom tempo parcialmente nublado e soprando um hálito frio. O céu da boca da noite estava pintado de cinza e tons de rosa, amarelo suave e no fim um laranja denso. Fui engolido entre antenas, partes de edifícios, caixa d'água, um farol distante e postes com seus fios arreados. O ritmo dessa degustação variou entre sombras, fotos, interrupções, caspa e fios mortos das mãos na minha barba. O olhar quase não deu às costas à luz, mas gostou de ver onde ela batia e repartia os membros entre opacos e iluminados. A boca da noite me engoliu demoradamente. Mergulhei nos últimos feixes de luz do dia dançando.

domingo, 5 de junho de 2016

26.04.2016

Ruídos existem por toda parte
são partículas de ordens possíveis
vibrações diferenciadas
em meio ao hegemônico uníssono
que nos faz acreditar
no silêncio como único reino da paz